Revista Lubes em Foco edição 97

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Revista Lubes em Foco edição 97

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Página / page Artigo
4 O mercado brasileiro de lubrificantes em 2025
Já é uma marca registrada da revista Lubes em Foco pesquisar e apresentar aos seus leitores uma análise completa dos números do mercado brasileiro de lubrificantes, mostrando o fechamento do ano e a variação percentual com relação ao ano anterior. Assim, também foi feito para o ano de 2025. Trabalhar com os números de mercado, pesquisando junto à ANP e também às maiores empresas do setor foi uma tarefa desafiadora, porém, já bastante conhecida nossa. Entretanto, dessa vez nos deparamos com algumas situações inusitadas e mais complexas, quando precisamos estabelecer uma correlação com o ano de 2024, para determinar a tendência de mercado.
10 A Guerra do Irã e o Grupo III
Três plantas de Grupo III no Oriente Médio respondem por mais de 2 milhões de toneladas de capacidade anual. Na data desta publicação, todas as três estão fora de operação ou com funcionamento comprometido. A Pearl GTL, em Ras Laffan, Qatar — a 2ª maior fonte individual de Grupo III/III+ do mundo, com ~1,1 milhão de t/ano — suspendeu a produção em 2 de março após a QatarEnergy declarar force majeure, consequência de ataques de drones iranianos à infraestrutura de gás do campo North Field. A refinaria de Ruwais, da ADNOC, em Abu Dhabi, fechou em 10 de março após um drone iraniano provocar incêndio. E a planta da BAPCO em Sitra, Bahrain — a terceira produtora da região — opera sob ameaça direta, com seu fornecimento de crude via Saudi Aramco parcialmente vulnerável ao mesmo conflito que já paralisou suas vizinhas.
20 Nova categoria de óleo para motores a diesel
A categoria PC-12, que substituirá os óleos CK-4 e FA-4 atuais, superou seus últimos obstáculos técnicos e está caminhando para a primeira licença em 1º de janeiro de 2027. “A PC-12 está realmente na etapa final”, disse Bill O’Ryan, diretor do Sistema de Licenciamento e Certificação de Óleos para Motores do Instituto Americano de Petróleo (API). “Todas as votações da ASTM e do Grupo de Lubrificantes da API foram aprovadas.” O’Ryan falou durante um painel de discussão na Reunião Anual do Conselho de Tecnologia e Manutenção da Associação Americana de Caminhoneiros (ATA), em Nashville. Essas aprovações abrem caminho para as duas categorias de serviço que comporão a PC-12: API CL-4, que substituirá o CK-4 como o principal óleo retrocompatível, e API FB-4, projetada para motores mais novos que podem se beneficiar de óleos de menor viscosidade para obter ganhos em economia de combustível.
24 Remoção de Verniz em Sistemas Lubrificados
A formação de verniz em sistemas lubrificados tem se consolidado como um dos principais desafios técnicos em equipamentos industriais modernos. Redutores, sistemas hidráulicos, compressores, turbinas e outros ativos críticos operam hoje sob condições cada vez mais severas, caracterizadas por altas temperaturas, elevadas cargas específicas, baixos volumes de óleo e longos períodos de operação contínua. Esse cenário favorece a degradação química do lubrificante e a geração de subprodutos polares, que tendem a se manifestar na forma de depósitos conhecidos como verniz.