10 causas da queda de pressão do óleo do seu carro

30

Marcos Thadeu Lobo

Engenheiro Mecânico Graduado pela Universidade Estadual de Campinas ( Unicamp ). Exerce, atualmente, a função de Consultor Associado na empresa QU4TTUOR CONSULTORIA.

A maioria dos equipamentos móveis utiliza um indicador visual, que pode ser lâmpada de advertência   ou   manômetro   montados   no    painel    de instrumentos, que alertará o condutor quando ocorrer queda de pressão de óleo lubrificante    em circuito de lubrificação de motores de    combustão interna   4T ( Ciclo Otto/Ciclo Diesel ).

pressão do óleopressão do óleoFiguras 1/2 – Indicadores visuais de pressão de óleo lubrificante

Em geral, as suspeitas sobre a queda de pressão de óleo lubrificante em motores de combustão interna 4T ( Ciclo Otto/Ciclo Diesel ) recaem sobre o óleo lubrificante. Há, no entanto, vários fatores de origem mecânica que podem ser os causadores da queda de pressão de óleo lubrificante no circuito de lubrificação e de avarias catastróficas ou não em motores de   combustão   interna 4T ( Ciclo Otto/Ciclo Diesel ). Vamos, então, analisar algumas causas usuais de queda de pressão de óleo lubrificante em circuito de lubrificação de motores de combustão interna 4T ( Ciclo Otto/Ciclo Diesel ).

pressão do óleo

pressão do óleo

 

 

 

Figuras 3/4 – Indisponibilidade: “o pior dos mundos” para o usuário

1. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

– Baixo nível de óleo lubrificante – Falha catastrófica  se houver  funcionamento do  motor por longo tempo. – Completar o nível de óleo;

-Verificar se há vazamentos.

 

Figuras 5/6 – Baixo nível de óleo lubrificante

2. CAUSA CONSEQUÊNCIAS AÇÃO A SER TOMADA
– filtro de óleo lubrificante com obstrução total ou parcial – Provável abertura  permanente da válvula de by-pass do filtro de óleo  lubrificante e falha catastrófica do motor de combustão interna 4t em curto prazo – Substituição do filtro      de óleo  lubrificante na periodicidade e condição de serviço recomendada pelo  fabricante do motor de combustão interna 4t
Figuras 7/8 – Filtro de óleo lubrificante e filtro de tela do pescador obstruídos

 

3. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

– A bomba de óleo lubrificante não consegue succionar o óleo em época de temperaturas muito baixas. – Falha catastrófica  do motor se o problema não for corrigido em tempo e o funcionamento nesta condição for  prolongado – Desligar o motor e       substituir o óleo  por produto multiviscoso com grau SAE de viscosidade apropriado para a temperatura da época.
Figuras 9/10 – Uso de óleo lubrificante com Ponto de Fluidez adequado

 

4. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

– Bomba de óleo lubrificante com vazão insuficiente, em função de desgaste e folgas excessivas entre os dentes ou entre as engrenagens e a carcaça. – Redução na vida útil do motor – Elevar, se possível, a rotação de operação  da bomba de óleo;

– Revisar a bomba de óleo visando  eliminar folgas;

– Substituir a bomba de  óleo.

pressão do óleopressão do óleoFiguras 11/12 – Bomba de óleo lubrificante avariada

 

5. CAUSA CONSEQUÊNCIAS AÇÃO A SER TOMADA
– A válvula de by-pass do filtro de óleo encontra-se travada  na posição  “aberta” pela formação de  depósitos carbonosos. – Redução na vida útil do motor. – Redução na periodicidade  de troca do óleo;

–  Utilizar óleo com nível de desempenho mais elevado (API, ACEA)

Figura 13 – Válvula by-pass do filtro de óleo lubrificante em posição “aberta”

6. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

– Mola da válvula reguladora de pressão do circuito de lubrificação ou da bomba de óleo  lubrificante rompida ou distendida. – Redução na vida útil do motor. – Substituição da mola avariada
Figuras 14/15 – Mola da válvula reguladora de pressão distendida

 

7. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

– Casquilhos com desgaste (o óleo lubrificante flui sem restrições, através das folgas excessivas e retorna ao cárter – Aumento no desgaste dos componentes móveis do motor. – Substituir os  casquilhos se a pressão do óleo lubrificante estiver  abaixo da mínima recomendada pelo  fabricante do motor.
Figuras 16/17 – Casquilhos com excessivos desgaste e folgas

 

8. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

–   Óleo lubrificante   contaminado com  combustível: diminuição da Viscosidade e elevação do nível de óleo no cárter Elevação no  consumo do óleo;

– Aumento no desgaste dos componentes  móveis do motor;

  • Falha catastrófica do motor se a causa da diluição não for corrigida em tempo;

– Espessamento do  óleo  por  polimerização.

– Evitar operação excessiva do motor em marcha lenta;

– Verificar estado de manutenção e  operação do sistema de  injeção de combustível ou de carburação

– Efetuar a substituição do óleo lubrificante diluído.

 

pressão do óleoFiguras 18/19 – Verificar estado de manutenção e operação do sistema de injeção: proceder à troca do óleo lubrificante quando diluído por combustível.

 

9. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

–  Excessiva periodicidade  de troca do óleo lubrificante. – Elevação da  viscosidade devido à contaminação do  óleo por fuligem (soot) e por resíduos da oxidação;

–   Aumento do desgaste dos componentes  móveis do motor.

– Reduzir a periodicidade de troca do óleo, adotando a recomendação do fabricante do motor.
Figuras 20/21 – Espessamento do óleo lubrificante: excessiva periodicidade de troca.

 

10. CAUSA

CONSEQUÊNCIAS

AÇÃO A SER TOMADA

– Temperatura de operação do óleo lubrificante excessivamente elevada. – Diminuição da viscosidade do óleo provocada pela temperatura e formação de  depósitos no motor;

– Aumento no desgaste dos componentes   móveis do motor.

– Verificar o estado de  operação e manutenção da válvula termostática e dos demais componentes do Sistema de arrefecimento do  motor.

– Verificar manutenção dos  filtros de ar.

Figuras 22/23 – Espessamento de óleo lubrificante: elevada temperatura de operação.

 

Em face dos motivos, anteriormente expostos, podemos dizer que nem sempre o óleo lubrificante é a causa da queda de pressão no circuito de lubrificação em motores de combustão interna 4T ( Ciclo Otto/Ciclo Diesel ). Porém, o ideal é que sejam utilizados óleos lubrificantes com níveis de desempenho e graus de viscosidade adequados ( ex. API SN; SAE 5W-30 – Ciclo Otto 4T ou API CK-4; SAE 10W-30 – Ciclo Diesel 4T ) e segundo as recomendações dos OEMs.

 

 

 

 

 

Figuras 24/25 – Donuts com nível de desempenho API e grau de viscosidade SAE

É importante frisar que sempre que a API e a ACEA desenvolvem e disponibilizam novos níveis de desempenho, os mais recentes substituem com vantagens os anteriores (ex. maior resistência termo-oxidativa; melhores detergência e dispersância etc.). Em face disto, é recomendável utilizar-se níveis de desempenho API e ACEA atualizados com vistas à obtenção de confiabilidade e disponibilidade em motores de combustão interna 4T ( Ciclo Otto/Ciclo Diesel ). O uso de óleos lubrificantes adequados constitui-se prática imprescindível em evitar-se avarias catastróficas e indisponibilidade de equipamentos móveis.

pressão do óleo

 

 

 

 

Figuras 26/27 – Muita atenção com a pressão do óleo lubrificante

 

Outros artigos do Autor

Resíduos em óleo lubrificante, teste rápido para análise de resíduos

Ler em Português Leer en español/castellano Read in English Marcos Thadeu Lobo Engenheiro Mecânico Graduado pela Universidade Estadual de Campinas ( Unicamp ). Exerce, atualmente, a função de...

Armazenar Diesel Rodoviário por mais de 30 dias pode trazer problemas

Marcos Thadeu Lobo Engenheiro Mecânico Graduado pela Universidade Estadual de Campinas ( Unicamp ). Exerce, atualmente, a função de Consultor Associado na empresa QU4TTUOR CONSULTORIA. Diesel...

Filtros eletrostáticos: eficácia no controle de verniz

Marcos Thadeu Lobo Engenheiro Mecânico Graduado Pela Universidade Estadual De Campinas ( Unicamp ) em 1985. Ingressou na Petrobras Distribuidora S/A em 1986 como profissional...

Alta temperatura em redutor de velocidade: usar sintéticos ou resfriamento?

Marcos Thadeu Lobo Engenheiro Mecânico Graduado Pela Universidade Estadual De Campinas ( Unicamp ) em 1985. Ingressou na Petrobras Distribuidora S/A em 1986 como profissional...

Técnicas simples para evitar contaminação do Diesel Rodoviário

Marcos Thadeu Lobo Engenheiro Mecânico Graduado Pela Universidade Estadual De Campinas ( Unicamp ) em 1985. Ingressou na Petrobras Distribuidora S/A em 1986 como profissional...