Mercado de carros por assinatura cresce 16% em nove meses

Modalidade de locação de veículos superou a marca de 100 mil veículos entre janeiro e setembro

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Mercado de carros por assinatura soma mais de 106 mil veículos no Brasil

Carro por assinatura

Carro por assinatura – A frota de empresas que oferecem carros por assinatura cresceu 16,4% entre janeiro e setembro de 2022, e totaliza mais de 106 mil veículos, de acordo comdados de mercado da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA). Ao longo de todo o ano passado, o número de unidades locadas nessa modalidade foi de 91 mil.

O levantamento da ABLA inclui apenas os veículos de empresas de locação – não contabiliza, portanto, a frota de montadoras que também já oferecem o serviço, como Toyota eVolkswagen.

Conforme o presidente da associação, Marco Aurélio Nazaré, a tendência é que a participação do carro por assinatura dobre no médio prazo, já que, apesar de ser uma modalidade recente, “veio para ficar”.

Carro por assinatura é mudança de comportamento

Segundo Nazaré, um dos fatores que colaboram para o interesse crescente é a mudança de comportamento em relação ao transporte e à mobilidade ocasionada pela pandemia. Para o executivo, essa modalidade de aluguel está se consolidando de maneira semelhante a outros serviços do gênero, a exemplo do streaming, que conquistou o mercado audiovisual de filmes e seriados.

“Se trata de um nicho relativamente novo no aluguel de carros, mas que inegavelmente tem chamado a atenção de quem valoriza mais o uso que a posse”, acrescenta o conselheiro gestor da ABLA, Paulo Miguel Júnior.

No carro por assinatura, em vez de adquirir um veículo próprio, a pessoa o “aluga” por um, dois ou até três anos. Ao final do contrato, pode renovar a assinatura para ter outro veículo novo na garagem.

Geralmente, os contratos de carros por assinatura incluem manutenção, revisão, serviço de reboque e assistência, além de custos com seguro, impostos e documentação.

“Estamos diante de uma mudança de cultura que, rapidamente e cada vez mais, cai no gosto do brasileiro”, conclui o conselheiro gestor da associação.