Plano Europeu propõe fim dos carros a gasolina e outras medidas até 2035

Limites mais rígidos para automóveis, criação de imposto para a aviação e a cobrança de uma tarifa da 'fronteira de carbono' para países exportadores de fora do bloco estão em negociação.

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Fim dos carros a gasolina

Fim dos carros a gasolina

Fim dos carros a gasolina – A União Europeia (UE) revelou no dia 14 de julho um abrangente plano para combater as mudanças climáticas e iniciar um processo de “descarbonização” da sua Economia.

Entre as medidas apresentadas para o bloco de 27 países da Europa, estão a criação de uma taxa sobre as emissões de carbono em produtos importados e um maior incentivo a fontes renováveis.

Partes do plano já haviam sido antecipados na véspera pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O pacote inclui 12 medidas, no total.

5 pontos principais do novo plano da UE

1- Limites mais rígidos para as emissões produzidas por automóveis;
2- Criação de imposto sobre combustível para a aviação;
3- Tarifa da ‘fronteira de carbono’ para importações;
4- Metas mais ambiciosas para a expansão do uso das energias renováveis;
5- Mudanças e reformas em edifícios para que se adequem às necessidades energéticas;

As medidas apresentadas não serão implementadas imediatamente, antes, o pacote precisa ser negociado entre os países-membros do bloco e passar pelo Parlamento Europeu.

Detalhando os cinco pontos principais, temos:

1. Limites de emissão mais rígidos para carros:

A proposta de Bruxelas prevê o fim das vendas de automóveis movidos a gasolina e a diesel até 2035, como forma de reduzir a zero as emissões de CO2 para este setor.
Em contrapartida, haverá um incentivo para a produção e vendas de carros elétricos, cuja frota deve aumentar rapidamente nos próximos anos.
O projeto, se aprovado tal como está, significaria o fim das vendas de veículos com motores térmicos, incluindo híbridos (gasolina-elétricos) e híbridos recarregáveis.
Cerca de 15% das emissões atuais de CO2 dentro do bloco vem de automóveis, principal meio de transporte da população do continente.

2. Imposto sobre combustíveis de aviação

Entre as medidas apresentadas pela UE está a criação de impostos sobre os combustíveis usados na aviação. O setor é responsável por 3% de todas as emissões de CO2.
A proposta é de que as aéreas paguem mais pela sua produção de gases de efeito estufa. Atualmente elas recebem uma isenção no imposto para a compra do querosene utilizado nas aeronaves.
Além disso, o projeto prevê que estejam livres de impostos aquelas alternativas com baixa emissão, por exemplo os biocombustíveis, por um prazo de dez anos.

3. Tarifa da ‘fronteira de carbono’

Está prevista também a criação do que vem sendo chamada de tarifa da “fronteira de carbono”, que exigiria a fabricantes de fora da UE uma taxa a mais pela importação de alguns materiais.
A justificativa é que essa taxação sobre importados – por exemplo de aço e concreto – proteja as indústrias da região de concorrentes estrangeiros que não cumprem os mesmos padrões ambientais.
Exptadores de Rússia, China, Turquia e Ucrânia estariam entre os mais vulneráveis a custos adicionais, segundo estudo da consultoria Deloitte publicada no jornal “Valor Econômico”.or

4. Metas mais ambiciosas para fontes renováveis

Em setembro, a Comissão Europeia estabeleceu seu plano para alcançar a redução de suas emissões para 55% até 2030.
Além disso, o bloco se comprometeu a destinar 30% do orçamento de longo prazo de 1,8 trilhão de euros (cerca de R$ 10 trilhões) para investir em medidas relacionadas ao clima.
O chamado pacote “Fit for 55” (em forma para os 55, em tradução livre) é um dos mais importantes movimentos da UE na direção da descarbonização da economia.

5. Renovações e reformas em prédios

Entre as propostas está o requisito para que os países renovem mais rapidamente seus edifícios que não estejam dentro do que é considerados “eficiente em termos energéticos”.
Apenas 1% dos edifícios do continente são renovados anualmente, a nova meta prevê que esse número chegue a 3%.
Isso poderia ser feito isolando edifícios ou instalando sistemas de aquecimento e resfriamento com maior eficiência energética – o que pode levar a uma redução no consumo de até 1,5% a cada ano.

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