Veja quando as fábricas de veículos voltam a trabalhar

    Montadoras começam a retomar as operações industriais de forma gradativa

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    Medidas de prevenção e retomada da ProduçãoMedidas de prevenção e retomada da Produção

    A indústria automotiva parou e agora, após um mês desde o início da quarentena imposta em diversos estados e municípios brasileiros para conter a disseminação da pandemia do novo coronavírus, o setor se prepara para voltar a operar. Diversas lideranças do setor, inclusive os convidados que têm participado das Lives #ABX20 de Automotive Business contam que este não será um retorno como outro qualquer na história do setor e que há muito a ser feito e planejado diante das novas condições.

    As fábricas se planejam para adotar medidas de prevenção a fim de preservar a saúde dos funcionários, o mesmo para os escritórios e outras áreas administrativas. Por outro lado, também vão recomeçar as atividades industriais em ritmo ainda lento, como forma de readequar os processos produtivos com novas ações de distanciamento, novas rotinas e roteiros pré-determinados.

    Esse novo nível reduzido das atividades também reflete o volume de peças que ainda há nos estoques das linhas. A nova cadência da indústria também será ditada pela resposta que a cadeia de fornecedores será capaz de dar à essa retomada e pela demanda do mercado, que está em seu nível mais baixo desde que a indústria se instalou no País.

    Após o primeiro resumo com as informações do setor sobre paralisações, neste novo compilado a equipe de Automotive Business pretende atualizar, sempre que necessário, as informações referentes às empresas que estão voltando ao novo normal de suas operações e de que forma elas vão fazer isso.

    Veja abaixo como cada montadora está se preparando para reiniciar sua produção no Brasil:

    AGCO: retornou a produção em 14 de abril após dez dias de paralisação da produção nas fábricas da Região Sul e em Mogi das Cruzes (SP). O centro de distribuição de peças em Jundiaí (SP) não parou de funcionar.

    AGRALE: retomou em 13 de abril após interromper as operações em 1º de abril nas três fábricas em Caxias do Sul (RS), onde as atividades vinham sendo reduzidas desde 23 de março.

    BMW: o retorno da fábrica de Araquari (SC) está agendado para 4 de maio: a unidade está paralisada desde 30 de março por meio de férias coletivas. Na fábrica de motocicletas em Manaus (AM), que está paralisada desde 30 de março retoma as atividades dia 4 de maio.

    CAOA CHERY/HYUNDAI: a fábrica de Jacareí (SP) está paralisada desde 1° de abril por meio de layoff e segundo o sindicato local ainda não há previsão de volta das operações. A unidade de Anápolis (GO), que parou em 23 de março, também segue com a produção interrompida por tempo indeterminado.

    CNH INDUSTRIAL: o grupo que integra as empresas Case, New Holland, Iveco e FPT retomou as operações aos poucos desde a semana de 13 de abril nas fábricas de máquinas agrícolas e de construção e na semana de 22 de abril para as plantas de caminhões, ônibus e motores. As unidades de Contagem (MG), Curitiba (PR), Piracicaba e Sorocaba (SP), além de Sete Lagoas (MG) e Córdoba, na Argentina, estavam paradas desde 27 de março.

    FCA FIAT CHRYSLER: a empresa planeja retomar a partir de 4 de maio e de forma gradativa as operações de suas fábricas de Betim (MG), Goiana (PE) e Campo Largo (PR). A produção nessas unidades está paralisada desde 27 de março. O home office para quase todos os trabalhadores da área administrativa está mantido por tempo indeterminado.

    FORD: todas as fábricas da companhia na América do Sul paralisaram sua produção em 23 de março. O retorno estava agendado para 13 de abril nas unidades brasileiras de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller em Horizonte (CE) e para o dia 6 de abril na planta argentina de General Pacheco.

    GENERAL MOTORS: a empresa adotou suspensão dos contratos de trabalho (layoff) para os trabalhadores de todas as suas fábricas no Brasil, medida que tem duração inicial de dois meses, podendo ser prorrogada ou cancelada. Os trabalhadores estavam de férias coletivas desde o dia 20 de março na fábrica de Gravataí (RS), 23 de abril nas plantas de Joinville (SC), São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e campo de provas em Indaiatuba (SP) e desde o dia 24 de março na fábrica de São José dos Campos (SP).

    HYUNDAI: a fabricante decidiu estender o período de paralisação de sua fábrica de Piracicaba (SP), onde são fabricados os modelos HB20 e Creta. O retorno às atividades está previsto para 27 de maio: antes, a retomada da produção estava programada para 13 de abril. A empresa também decidiu aderir à MP 936, que autoriza a flexibilização dos contratos de trabalho: haverá suspensão dos contratos de trabalho (lay-off) pelo período de 27 de abril até 26 de maio, sem redução de salários. O acordo é válido para funcionários da fábrica e dos escritórios que ficam na capital paulista com duração de 30 dias e poderá ser prorrogada por mais um mês.

    HPE MITSUBISHI/SUZUKI: a fábrica de Catalão (GO) está paralisada desde 23 de março por meio de férias coletivas. A medida vale por 60 dias, portanto, até 23 de maio. As equipes de áreas administrativas estão em home office desde 20 de março.

    HONDA: a montadora decidiu estender o período de suspensão de suas operações nas duas fábricas no Brasil, em Sumaré e Itirapina (SP) até 25 de junho. As duas unidades estão paralisadas desde 25 de março. A montadora também aderiu a MP 936 e optou por suspender os contratos de trabalho por 60 dias e pela redução mínima dos salários. Na fábrica de motos em Manaus (AM) da Moto Honda que está paralisada desde 27 de março, a produção está prevista para retomar em 4 de maio.

    JAGUAR LAND ROVER: a única fábrica da empresa na América Latina localizada em Itatiaia (RJ) pretende retomar suas operações em 27 de abril após 30 dias de interrupção. As áreas administrativas estão em trabalho remoto (home office) desde 16 de março.

    MERCEDES-BENZ: a empresa planeja retomar as operações de forma gradativa a partir de 4 de maio na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) com redução de jornada e salários para todas as áreas. A unidade está parada desde 23 de março.

    NISSAN: a unidade de Resende (RJ) prevê retomar as atividades em 21 de maio com redução de jornada e salários. A interrupção ocorreu em 25 de março.

    PSA PEUGEOT CITROËN: a retomada para a fábrica de Porto Real (RJ) está prevista para 31 de maio, data que pode ser reavaliada. A unidade parou de produzir em 23 de março.

    RENAULT: o complexo industrial Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, retoma as atividades em 4 de maio. As férias coletivas foram decretadas de 23 de março até 3 de maio.

    SCANIA: a fábrica de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo (SP) retomará suas operações em 27 de abril e de forma gradual. A unidade está paralisada desde 30 de março por meio de férias coletivas.

    TOYOTA: a interrupção das unidades brasileiras em São Bernardo do Campo, Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz, todas em São Paulo, estava agendada entre os dias 24 de março e 22 de abril.

    VOLKSWAGEN: a montadora decidiu antecipar a volta de algumas de suas fábricas na América do Sul entre o fim de abril e início de maio para as fábricas de São Carlos (SP) e de Córdoba, na Argentina. Demais unidades, a retomada deverá ser feita em meados de maio.

    VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS: a fabricante de Resende (RJ) retoma suas atividades operacionais em 27 de abril de forma gradual.

    VOLVO: a fábrica de Curitiba (PR) onde são feitos os caminhões, ônibus, motores e caixas de câmbio, pretende retornar às operações industriais no início de maio. As férias coletivas começaram em 30 de março e vão até 30 de abril.