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Fed reduz taxa de juros como esperado, deixa porta aberta para novos cortes

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Fed reduz taxa de juros como esperado, deixa porta aberta para novos cortes
Fed reduz taxa de juros
Tela mostra anúncio do Federal Reserve sobre os juros na bolsa de Nova York.
31/07/2019. REUTERS/Brendan McDermid

Fed reduz taxa de juros

WASHINGTON (Reuters) – O Federal Reserve cortou a taxa de juros nesta quarta-feira pela primeira vez desde 2008, citando preocupações sobre a economia global e inflação fraca nos Estados Unidos, e sinalizou disposição para reduzir os custos de empréstimo ainda mais caso seja necessário.

Os mercados financeiros esperavam amplamente o corte de 0,25 ponto percentual, que reduziu a taxa referencial do banco central norte-americano a uma faixa de 2 a 2,25%.

Em um comunicado ao fim de sua reunião de dois dias, o Fed disse que decidiu cortar os juros “em face das implicações de desdobramentos globais para a perspectiva econômica, bem como pressões inflacionárias fracas.”

O Fed disse que continuará a monitorar como as informações que forem chegando afetarão a economia, acrescentando que “agirá conforme apropriado para sustentar” a expansão econômica recorde nos Estados Unidos.

“É inteligente da parte deles ir em frente e se precaver aqui. É melhor do que nada”, disse Brett Ewing, estrategista-chefe de mercados da First Franklin Financial Services.

A decisão não foi unânime, com os presidentes do Fed de Boston, Eric Rosengren, e de Kansas City, Esther George, defendendo a manutenção da taxa de juros.

Ambos levantaram dúvidas sobre um corte de juros diante da atual expansão, de uma taxa de desemprego que está perto da mínima de 50 anos e de gastos robustos das famílias.

Por outro lado, o presidente norte-americano, Donald Trump, deve ficar decepcionado que o Fed não entregou o grande corte de juros que ele havia exigido. Trump tem repetidamente criticado o banco central e o chairman Jerome Powell por não fazerem o bastante para ajudar os esforços de seu governo para impulsionar o crescimento econômico.

Nas últimas semanas, Powell e outras autoridades do Fed optaram por ficar no meio-termo, sinalizando riscos como a contínua incerteza no front comercial global, inflação baixa e um enfraquecimento da economia global, mas repetindo a visão de que os EUA estão fundamentalmente em um bom lugar.

Powell deve dar mais detalhes sobre a visão do Fed em uma coletiva de imprensa às 15h30.

O Fed disse em seu comunicado que continua a ver o mercado de trabalho como “forte” e acrescentou que os gastos da família “ganharam ritmo.” Mas a autoridade notou que o gasto empresarial estava morno.

O Fed disse que o corte de juros deve ajudar a inflação a voltar à meta de 2%, mas que incertezas sobre esta perspectiva permanecem. A expansão sustentada da atividade econômica e um forte mercado de trabalho também são os desfechos mais prováveis, disse o Fed.

Destacando sua decisão de afrouxar a política monetária de forma geral, o Fed também disse que irá parar de enxugar sua carteira de títulos a partir de 1º de agosto, dois meses antes do previsto.