Mistura de lubrificantes-efeitos em equipamentos móveis e industriais

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Mistura de lubrificantesMistura de lubrificantes

Por: Marcos Thadeu Giacomini Lobo

Um dos conceitos que resistem ao tempo é o de que óleos e graxas lubrificantes podem ser misturados sem as devidas considerações técnicas. Se essa forma de pensar é a da empresa em que você trabalha em função de problemas de ordem financeira ou visando à redução imediata de custos com a manutenção, pode-se ter graves e custosos problemas com indisponibilidade de equipamentos e sérios danos mecânicos em maquinários móveis ou industriais ao se adotar tal forma de pensar.

Entre os profissionais da área de manutenção mecânica é de amplo conhecimento que a mistura óleos e graxas lubrificantes de diferentes composições ou de diferentes fornecedores sem o devido conhecimento das composições dos produtos a serem misturados, sem testes laboratoriais de compatibilidade e sem o devido planejamento técnico, em princípio, não é uma boa idéia.

A seguir, serão abordadas, a título de exemplo, as consequências resultantes da mistura de óleos lubrificantes em distintas situações:

1. Os problemas decorrentes da alteração na viscosidade cinemática dos óleos lubrificantes quando misturados

A mistura de óleos lubrificantes de mesma aplicação e de diferentes Viscosidades Cinemáticas terá impacto imediato na Viscosidade Cinemática do óleo lubrificante que está em serviço no maquinário, e a Viscosidade Cinemática resultante dependerá dos fluidos misturados e da proporção da mistura.

Ou seja, ao se misturar produtos de diferentes Viscosidades Cinemáticas, ainda que de mesma aplicação, será alterada a Viscosidade Cinemática do produto resultante, e corre-se o risco de haver alteração na condição de operação do maquinário (ex. elevação de temperatura de serviço; desgaste por ruptura de película lubrificante que separa superfícies metálicas em movimento relativo etc.).

A Viscosidade Cinemática do óleo lubrificante que será aplicado em determinado equipamento é determinada por estudos tribológicos com vistas a determinar-se a espessura do filme de óleo lubrificante para aquela aplicação específica. O filme de óleo lubrificante proverá a separação, por exemplo, entre os elementos rolantes e os anéis interno e externo em mancais de rolamento, sendo fatores importantes que afetam a espessura da película de óleo lubrificante a rotação do elemento de máquina, a carga imposta ao eixo e a Viscosidade Cinemática do fluido lubrificante.

Leia o restante do artigo na revista LUBES EM FOCO – edição 72, apresentada abaixo: