Monitoramento de falhas em motores de combustão interna 4T

Através da inspeção sensorial de ruídos

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Monitoramento de falhas

Monitoramento de falhas

Monitoramento de falhas – Valiosas táticas de manutenção em motores de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T não envolvem qualquer ferramental, instrumentos ou amostras de óleo lubrificante e podem, nem sequer, constar no Plano de Manutenção Preventiva. O que se requer para que essas táticas de manutenção sejam bem sucedidas são inspeções hábeis, regulares, de fácil compreensão e frequentes. Muitas organizações têm descoberto o valor de selecionar inspeções que conjugam tempo e qualidade, por empregar técnicas de monitoramento da condição de serviço baseadas nos órgãos sensoriais, conjuntamente com outras técnicas baseadas em instrumentos. Podemos chamar essas atividades de inspeções sensoriais rápidas e frequentes.

As máquinas nos revelam problemas de maneiras dessemelhantes das pessoas, que têm habilidades verbais. Elas se comunicam por meio da “linguagem de sinais” para indicar que estão prestes a sofrer avarias ou que foram invadidas por materiais estranhos.
Reconhecer, no entanto, os sinais e sintomas que os motores de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T nos querem transmitir requer habilidade daqueles que trabalham em sua manutenção e inspeção, sendo estas habilidades adquiridas por meio de treinamento, prática e, principalmente, motivação.

Podemos dizer que eficazes atividades relacionadas à inspeção de motores de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T podem ser realizadas sem a necessidade de ferramental complex, utilizando-se do órgão sensorial da audição. Não há, mesmo, necessidade de que essas inspeções façam parte de um Plano de Manutenção Preventiva, ou que estejam na Rota de Lubrificação. Inspeções sensoriais utilizando-se da audição em motores de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T podem ser realizadas de modo rápido e frequente.

Os motores de combustão interna Ciclo Otto/Ciclo Diesel 4T emitem sons peculiares que podem nos dar indicações precoces de falhas, as quais um inspetor de manutenção, operador de máquina ou mecânico-lubrificador bem treinado pode identificar com vistas a adotar as medidas necessárias a evitar avarias precoces do maquinário. Para se adquirir as habilidades necessárias para identificação de sinais precoces de falhas, é necessário treinamento, prática e motivação. Dessemelhantes da inspeções que fazem parte dos Planos de Manutenção Preventiva (PMs), as inspeções sensoriais rápidas utilizando-se da audição para monitoramento da condição de serviço em motores de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T assemelham-se a um “flash” utilizado em máquina fotográfica de alta definição: uma condição instantânea, crítica e de alta resolução.

Porém, para que as inspeções sensoriais rápidas e frequentes por meio de audição sejam bem sucedidas, é necessário que os mecânicos de manutenção, mecânicos-lubrificadores ou operadores de máquinas que as executam sejam bem treinados e tenham acesso regular ao motor de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T.

Da mesma forma que os procedimentos de segurança, de qualidade e de Manutenção Produtiva Total (TPM), a confiabilidade do maquinário é responsabilidade de todos os envolvidos no processo produtivo e de manutenção.

Os motores de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T emitem uma série de sinais audíveis, alguns normais e outros preocupantes, como sons de estalos, tinidos, sons de superfícies metálicas em atrito etc. Instrumentos simples, como chave-fixa, barra metálica, mangueira de jardim ou estetoscópio, podem ser utilizados para auscultar o equipamento e identificar a provável fonte do ruído anormal.

A seguir apresentaremos alguns tipos de ruídos anormais emitidos por motores de combustão interna Ciclo Diesel/Ciclo Otto 4T que indicam sinais precoces de possíveis avarias:

1. Ruídos oriundos de anéis de segmento de êmbolos e camisas de cilindro

1.1. Ruídos com o som de estalos durante o período
de aceleração – causas comuns:

1.1.1. Baixa tensão de compressão entre anéis de
segmento e paredes de camisas de cilindros;
1.1.2. Anéis de segmento fraturados ou com
elevado grau de desgaste;
1.1.3. Paredes de camisas de cilindros gastas.

Leia o restante do artigo na revista LUBES EM FOCO – edição 78, apresentada abaixo: