BASF e FUCHS firmam parceria para promover lubrificantes mais sustentáveis

Companhias realizam análise do ciclo de vida para avaliar, holisticamente, os aspectos ambientais e econômicos dos fluidos hidráulicos

207

FUCHSUma Análise de Ecoeficiência (EEA) para diferentes fluidos hidráulicos à base de óleo mineral, executada em conjunto pela FUCHS e pela unidade de Aditivos para Combustíveis e Lubrificantes da BASF, estabelece agora um caso consistente de avaliação holística da sustentabilidade de fluidos lubrificantes hidráulicos, com base em fatos.

Por mais de 10 anos, a FUCHS – maior fabricante independente de lubrificantes e produtos relacionados do mundo -, tem conduzido sua estratégia de sustentabilidade como contribuição para a proteção do clima na indústria de lubrificantes. A BASF, parceira de longa data da companhia, tem um sólido histórico de sucesso na área de proteção ambiental.

O processo de avaliação

Ao contrário da abordagem do ciclo de vida produtivo dominante atualmente, que avalia apenas o ciclo de vida parcial do produto até que ele seja produzido, a avaliação de diferentes fluidos hidráulicos foi realizada empregando uma abordagem completa do ciclo de vida.

Foram levados em consideração os aspectos ambientais e econômicos dos produtos envolvidos em todo o seu ciclo de vida, desde o abastecimento das matérias-primas, passando pela a produção e a fase de uso, até o descarte.

Considerando o ciclo de vida integral dos produtos em torno do uso em uma escavadeira de esteira, as conclusões do estudo da EEA indicaram, claramente, menor impacto ambiental e menor custo global, especialmente no uso do Fluido HVLP Premium (óleo hidráulico multigrau de alto desempenho) em relação ao padrão Fluido HLP (óleo hidráulico monograu).

Essa vantagem é fundamentada principalmente em uma economia aprimorada de combustível diesel durante toda a fase de uso – especialmente devido à eficiência volumétrica aprimorada do fluido, menor atrito e menor taxa de circulação de massa. A economia de combustível aprimorada foi possibilitada, em grande parte, pela maior eficiência do fluido hidráulico dos óleos hidráulicos multigrau com formulação específica.

A importância da sustentabilidade para as companhias

O diretor de tecnologia da FUCHS, Lutz Lindemann, afirma que com este estudo conjunto, as companhias podem ser consideradas pioneiras na avaliação dos aspectos de sustentabilidade na indústria de lubrificantes. “Nós realmente valorizamos as amplas competências em termos de sustentabilidade e métodos analíticos que a BASF levantou para compor junto ao nosso know-how prático, realista e relevante. As duas companhias estão analisando outros casos para avaliar em conjunto, assim como casos de aplicação para o portfólio de produtos sustentáveis da BASF de componentes lubrificantes”, continua o especialista.

“A sustentabilidade está no centro de nossos negócios”, afirma Julia Frey, vice-presidente de Gerenciamento de Negócios da Aditivos para Combustíveis e Lubrificantes da EMEA, BASF SE. “Como fornecedor líder de aditivos para os setores em que atuamos, é nossa aspiração continuar, juntamente com nossos parceiros, com a implementação de uma abordagem baseada em fatos para o tema no setor de combustíveis e lubrificantes”, considera a executiva.

Próximos passos

Este estudo é um primeiro exemplo que demonstra, por um lado, a relevância de uma avaliação do ciclo de vida versus uma avaliação do ciclo produtivo e, por outro lado, o impacto positivo de um sistema hidráulico multigrau de alto índice de viscosidade em uma análise do ciclo de vida.

Os produtos investigados foram todos fluidos hidráulicos à base de óleo mineral de diferentes níveis de qualidade. Podem ser esperados impactos benéficos adicionais nos EEAs com o uso à base de éster, os chamados fluidos hidráulicos à base de éster biodegradável (HEES). Tais fluidos são conhecidos por possuírem, inerentemente, viscosidades estáveis ao alto cisalhamento e, além disso, levam a um menor atrito em comparação aos fluidos à base de óleo mineral padrão.

Outro benefício ambiental é a sua biodegradabilidade. Pesquisas com fluidos à base de éster podem ser o próximo passo para um avanço.