Empresas de autopeças vão pedir autorização ao governo de SP para continuar trabalhando

Associações querem garantir abastecimento de peças às oficinas, que podem funcionar na quarentena

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As entidades que representam o setor de distribuição e varejo de autopeças vão pedir ao governo de São Paulo a autorização para retomar suas atividades comerciais de portas fechadas para garantir o abastecimento de peças às oficinas do Estado, que podem funcionar normalmente durante a quarentena para realizar serviço considerado essencial à população, como a manutenção da frota de veículos, incluindo ambulâncias, viaturas da polícia e corpo de bombeiros.

Os dirigentes das entidades do setor se reuniram na terça-feira, 24, por meio de videoconferência para preparar um documento com este pleito, que segundo as associações, será encaminhado ao governo o mais breve possível. Ele será assinado pelos seus respectivos representantes: Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), Sicap (Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças, Rolamentos, Acessórios e Componentes da Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo) e Sincopeças-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo).

“Normalmente, fabricantes e distribuidores já operam de portas fechadas ao público, apenas os varejos ficam abertos ao consumidor final, mas, neste caso, podem trabalhar fechados para atender por telefone ou internet os pedidos das empresas de reparação que são os seus principais clientes”, explica Rodrigo Carneiro, presidente da Andap.

 

Por sua vez, o Sindirepa reforça em nota que a medida é necessária uma vez que as oficinas não têm estoque de peças e fazem os pedidos fracionados diariamente de acordo com a demanda. Atualmente, a região metropolitana de São Paulo possui 4 mil oficinas de serviços automotivos, conforme os dados mais recentes do Sindirepa Nacional.

“Além disso, o fornecimento de autopeças deve manter a circulação de frotas de empresas de transporte de cargas, dos veículos de entrega delivery e também de caminhões, ônibus, vans, picapes, VUCs e motos que também realizam o abastecimento dos produtos considerados essenciais, como remédios, alimentos e produtos hospitalares”, afirma o presidente do Sicap, Alcides Acerbi Neto.

O período de quarentena para evitar a propagação do coronavírus em São Paulo foi publicado no último sábado, 22, por meio de decreto e estabelece o fechamento do comércio não essencial entre os dias 24 de março a 7 de abril.