VW quer ampliar participação na capital paulista com ônibus de piso baixo e motor traseiro

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Ônibus de motor traseiro
foto: Victor-Oliveira-Santos

Ônibus de motor traseiro

A Volkswagen Caminhões e Ônibus acredita que vai ampliar sua participação no mercado de ônibus da capital paulista, o maior da América Latina.

Mesmo não ultrapassando a principal concorrente, Mercedes-Benz, que deve continuar na liderança, a marca Volksbus deve brigar para ampliar a participação.

Além dos tradicionais 15.190 e 17.230 de motorização dianteira, indicados, por exemplo, para o subsistema Local de Distribuição (linhas dos bairros), a Volkswagen aposta num ônibus de motor traseiro e piso baixo, exigência da gerenciadora SPTrans – São Paulo Transporte para os subsistemas de articulação regional e estrutural, composto por ônibus maiores.

Segundo o gerente nacional de vendas de ônibus da marca, Jorge Carrer, de 250 unidades do modelo 18.280 OTS LE em circulação no país, mais de 200 rodam na capital paulista.

Entre as empresas que compraram o modelo estão Express Transportes Urbanos (zona Leste), Gatusa (zona Sudoeste) e Tupi (zona Sul, que foi incorporada pela MobiBrasil).

A montadora quer estar em mais viações paulistanas.

Em entrevista ao Diário do Transporte, Carrer disse que o modelo veio para competir em peso de igualdade com modelos que têm ampla presença no sistema da cidade de São Paulo. Segundo Carrer, as empresas estão bastante surpreendidas com a performance, com o consumo de combustível do carro.

“No meu ponto de vista ele veio para ficar e é um competidor de peso para as marcas que já estão estabelecidas no mercado há muito mais tempo. Então é um carro que nos surpreende a cada dia, a gente aprende com ele, por ser um carro novo, mas nós estamos satisfeitos e certos de que ele vai ser ainda nos próximos anos um grande sucesso”, afirmou Carrer.

Para o executivo, a definição da licitação do sistema paulista, que se arrastou por seis anos, pode alavancar as vendas de ônibus em 2020. Os contratos, após uma polêmica sobre a duração, que ficou em 15 anos, e diante de uma greve de motoristas e cobradores, foram finalmente assinados em 06 de setembro de 2019.

Jorge Carrer afirmou que a capital paulista deve continuar comprando o ano que vem. “A gente quer pelo menos ser uma das alternativas disponíveis no mercado. E hoje a gente tem o produto modelo 18.280 OTS LE extremamente competitivo. Então vai ser um carro muito utilizado no sistema da SPTrans, que deve continuar com compras e renovações num curto, médio prazo, e a gente é hoje uma das alternativas mais viável disponível no mercado”, concluiu.

VIACanal Dana
SOURCEDiário do Transporte/Adamo Bazani e Alexandre Pelegi