Volkswagen enfrenta processo coletivo pelo dieselgate

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Volkswagen e o dieselgateVolkswagen e o dieselgate

Teve início na segunda-feira, 30, na Alemanha, um importante julgamento em que a Volkswagen é ré por causa do dieselgate. Mais de 450 mil alemães moveram ação coletiva contra a montadora. Eles se sentem prejudicados pela compra de carros que poluíam mais que o informado pela Volkswagen, que já pagou € 30 bilhões em multas, compensações e custos relacionados ao problema.

O julgamento teve início no Tribunal Alemão de Brunswick e pode durar quatro anos. Os reclamantes formaram uma associação, a VZBV, que acusa a Volkswagen de ter prejudicado deliberadamente os consumidores. Além da ação coletiva há ao menos outras 60 mil ações individuais.

O escândalo dieselgate estourou em setembro 2015, quando a agência ambiental americana EPA descobriu que os Volkswagen Jetta, Beetle/Fusca e Golf de 2009 a 2014, o Passat 2014 e 2015 e os Audi A3 de 2009 a 2015 movidos a diesel vendidos nos Estados Unidos emitiam até 40 vezes mais óxido de nitrogênio (Nox) que o informado.

Esses carros conseguiam burlar a fiscalização por causa de um software instalado em seus motores. Esse dispositivo era capaz de “perceber” quando o veículo era plugado num analisador eletrônico e reduzia momentaneamente as emissões, mascarando os níveis reais. O software foi fornecido pela Bosch, multada este ano em € 90 milhões por envolvimento no escândalo.

Em 2015, no mesmo mês em que o escândalo foi descoberto, o então CEO do Grupo Volkswagen, Martin Winterkorn, renunciou ao cargo. Em 2016, como uma forma de “mea culpa”, a Volkswagen deu início a uma importante ofensiva em veículos elétricos. Também como consequência, a utilização de versões a diesel em novos automóveis (de todos os fabricantes) entrou em declínio.