Salão do Veículo Elétrico vira a página em 2019

Evento entra em clima de ‘‘agora vai’’, embalado por lançamentos e perspectiva de negócios

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Ocorre até o dia 3 de outubro no Transamérica Expocenter o 15º Salão do Veículo Elétrico. Quando se entra na feira, nota-se de cara que muitos expositores de edições anteriores estão lá novamente este ano, mas a sensação de “dejavu”, deu lugar ao “agora vai”, embalado pelo início da venda de veículos 100% elétricos no País, pelo aumento da presença de híbridos (até mesmo com produção local) e por haver várias empresas oferecendo soluções para recarga residencial ou pública, com perspectivas reais de vendas. Também estão na feira lançamentos 100% elétricos da JAC Motors, da Caoa Chery e da Renault.

A Toyota levou ao evento a versão híbrida flex do novo Corolla, lançada há um mês, o utilitário esportivo RAV4 híbrido e modelos atuais da Lexus, divisão de luxo da Toyota.

“Toda a linha Lexus à venda no Brasil agora é híbrida e o novo Corolla brasileiro é o primeiro híbrido flex do mundo. A produção mensal do carro é de 4,5 mil unidades em Indaiatuba (SP) e a versão híbrida responde por mil carros desse total”, afirma o gerente de relações governamentais da montadora, Thiago Sugahara.

 

Recarga e gerenciamento de rede

A Siemens mostra na feira que vai além dos carregadores: “A empresa procura olhar o ecossistema e não só os portos de recarga. Os pilares do nosso portfólio são eletrificação, digitalização e automação. Produzimos plataformas de software para carregamento, pelas quais as empresas de energia podem oferecer aplicativos em que o usuário de carro elétrico encontra pontos de abastecimento, por exemplo. O sistema pode também se comunicar com plataformas já embarcadas em veículos elétricos”, afirma o gerente Alexandre Sakai.

O executivo recorda que na Europa já se usa uma plataforma fornecida pela Siemens para desenvolvimento de veículos elétricos capaz de realizar todas as simulações de utilização. “Em breve ela será aplicada também aqui no Brasil”, afirma, sem revelar o veículo.

Para os carregadores a Siemens pretende adotar diferentes modelos de negócio, fornecendo equipamentos prontos com a marca Siemens ou componentes.

“Também podemos nacionalizar itens em nossa fábrica de Jundiaí (SP) a partir de 2020”, revela o gerente de desenvolvimento de negócios na área de energia da Siemens, Ricardo Nakamura.

 

Outra fornecedora de carregadores no salão é a ABB. “Temos versões residenciais do tipo wall box com preços de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Já os carregadores para infraestruturas maiores (como eletropostos) partem de R$ 150 mil”, afirma o gerente de mobilidade da ABB, Wilson Moraes. A empresa já participou de projetos como um corredor elétrico de 750 quilômetros entre Paranaguá e Foz do Iguaçu, no Paraná.

A ABB pretende participar da “Chamada 22”, nome pelo qual ficou conhecido o Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico nº 22/2018, criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Chamada 22 já atraiu 100 empresas das áreas de geração, transmissão e distribuição de energia para tocar soluções em mobilidade elétrica a partir de equipamentos, tecnologias, serviços e infraestrutura para operação dos veículos elétricos ou híbridos plug-in. A intenção da ABB é fornecer equipamentos para novos corredores elétricos.

As empresas EDP, Electric Mobility e E-Wolf também mostram soluções para recarga de baterias no Salão do Veículo Elétrico.