Produção de graxas cresceu no mundo em 2016

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produção de graxasA produção de graxas lubrificantes a nível mundial atingiu 2,57 bilhões de libras, o equivalente a 1,165 milhão de toneladas em 2016, de acordo com novos dados divulgados pelo National Lubricating Grease Institute – NLGI. Isso significa 1,4 por cento mais do que a quantidade registrada em 2015, e marca o segundo ano consecutivo em que a fabricação de graxa aumentou. Tyler Jark, que atua como presidente do comitê de pesquisa de produção do instituto, apresentou os resultados na 84ª reunião anual do grupo. “A produção reportada em 2016 está chegando perto do pico do ano de 2013, quando a produção reportada chegou a pouco mais de 2,6 milhões de libras”, disse ele. “Não está exatamente lá, mas está muito perto”. A produção de graxas espessadas com sabão de lítio, incluindo tipos convencionais e complexos, continua a liderar o mercado mundial. Elas representaram 75 % de todas as graxas fabricadas em 2016, de acordo com o Relatório da Pesquisa de Produção de Graxa do NLGI, e a produção totalizou 1,94 bilhões de libras, contra 1,88 bilhões de libras em 2015. Esse leve aumento na participação não foi antecipado, porque, embora as graxas de lítio e complexas de lítio tenham conduzido o mercado global há décadas, os preços das matérias-primas derivadas de lítio subiram de forma selvagem nos últimos dois anos. Muitos esperavam ver o aperto de lítio no mercado afrouxar, e não se tornar mais apertado. “Fiquei um pouco surpreso ao ver esse ligeiro aumento, tendo em conta todos os problemas de custo e disponibilidade com o suprimento de lítio”, admitiu Jark, que também trabalha na Lubricating Specialties Co., Califórnia. Ele observou que o segundo tipo de graxa mais popular em 2016 foi baseado em sabões de cálcio, que contribuíram com 10% da produção global, seguido da graxa de poliureia em 6% e graxas complexas de alumínio com 3%. Vários outros tipos, usando sabão de sódio e outros sabões metálicos, sistemas de espessamento de argila e graxas sem sabão, compõem o restante.

Produção de graxas por região

Olhando para as regiões que dominam a produção de graxa, Jark observou que a China, de longe, representa o maior pedaço. Na verdade, com 899,6 milhões de libras produzidas em 2016, “a China está quase superando toda a América do Norte e a Europa combinada”, disse ele. A produção de graxa norte-americana foi relatada em 462,6 milhões de libras e a Europa em 475,3 milhões. A pesquisa deste ano coletou dados de 226 empresas que operam, do total 250 instalações de produção graxa lubrificantes, em todo o mundo. Em uma base global, isso significa que cada uma das plantas participantes produziu uma média de 10,3 milhões de libras de produtos. No entanto, as comparações diretas dos dados ano-a-ano devem ser evitadas porque o grupo de empresas que informam seus números pode mudar de ano para ano. Sete empresas que contribuíram com dados para a produção de 2015 não apresentaram dados para 2016, por exemplo, mas 10 novos participantes trouxeram seus dados de volume para esses anos, tornando a pesquisa uma imagem robusta da atividade de fabricação de graxa.

Os básicos convencionais ainda são maioria

Os fabricantes também são convidados a identificar o tipo de óleo básico que eles usam na produção de graxa, e 88% dos participantes responderam com esses dados. “A partir disso, podemos ver que a grande quantidade de produção ( 92%) ainda depende de óleos básicos convencionais”, relatou Jark. Quatro por cento da produção de graxas do mundo em 2016 (85,2 milhões de libras) foram identificadas como feitas com óleos básicos sintéticos e outros 3% como semissintéticos. Os entrevistados que responderam a esta pergunta também disseram que fizeram um total de 11,3 milhões de libras de graxas de bases biológicas, ou apenas 0,5% de todos os volumes relatados. Jark sublinhou que a pesquisa é conduzida sob regras de restrição quanto à divulgação, pela empresa de consultoria independente Grease Technology Solutions. “Os inquiridos fornecem voluntariamente seus dados de produção diretamente ao Chuck Coe da GTS, que compila as respostas e compõe o relatório”, lembrou. “Ninguém na NLGI já viu ou tem acesso a dados individuais da empresa, apenas os resultados agregados”.