Os carros autônomos e o dilema ético da nova tecnologia.

Os carros autônomos e o dilema ético da nova tecnologia.

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O Culpado é o Mordomo?

Quatro meses atrás li um artigo falando sobre o primeiro acidente fatal com um carro autônomo e os dilemas éticos e de segurança que esse fato levantava.
Um caminhão faz um retorno em uma rodovia duplicada e perfeitamente sinalizada na Flórida, quando um automóvel semiautônomo Tesla Model S, vindo pela direita, bate nele, sem sequer diminuir sua velocidade, produzindo-se uma violenta colisão em que o sedã perde sua capota, e seu ocupante, o ex-mariner Joshua Brown, de 45 anos, amante da tecnologia perde a vida. Após a batida, o carro ainda percorreu 400 metros até bater em um poste telefônico.
Esse caso está sendo ainda investigado pelo órgâo responsável pela segurança do trânsito norte-americano. Tudo faz pensar que o sistema de autopilot do carro não conseguiu diferenciar o caminhão branco do ceu claro, fazendo o computador tomar a decisão errada e não frear.
Mas quem foi o culpado dessa morte, se o carro autônomo pretende melhorar a segurança e eliminar as mortes no trânsito?

Os carros autônomos e o dilema ético da nova tecnologia.

Os carros autônomos já estão rodando nas ruas e, na próxima década, farão parte do nosso cotidiano. Mas, antes que eles possam ocupar em definitvo nossas ruas e estradas, as montadoras deverão resolver um dilema ético impossível, que será desenvolver um algoritmo responsável e moralmente aceitável.
No que se refere à tecnologia automotiva, a ideia de carros autônomos é a moda do momento. Isto não é nenhuma surpresa, pois, ano após ano, os carros increm

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Autônomo da Google

entam as funções dos computadores como o controle de estacionamento, piloto automático e outros. Sendo assim, mais cedo ou mais tarde o conceito do controle total da direção seria inevitável. Ninguém tem dúvida de que estes carros serão mais seguros, limpos e com menor consumo que os veículos atuais. Porém, por enquanto, podemos afirmar que nunca serão TOTALMENTE seguros. Mas por quê?

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Capa Edição 56
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