Previsão de grandes furacões nos EUA para este ano

0
122

Os Estados Unidos entram em sua temporada de furacões de cinco meses, na próxima semana. Com alguns especialistas prevendo um grande aumento nos furacões da magnitude do Harvey do ano passado, fontes da indústria dizem que a preparação é a chave para minimizar os impactos de tais tempestades.

Magnitude dos furacões podem até dobrar

Um estudo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, prevê que os eventos de magnitude do Harvey dobrarão devido ao aquecimento climático.

No ano passado, Harvey foi o ciclone tropical que causou mais prejuízo, desde o furacão Katrina, ao atingir a Costa dos Estados Unidos, no Golfo do México. Ele causou o fechamento de vários grandes centros de produção de petróleo, levando a uma perda de US$ 200 milhões. Mais de um quarto da capacidade doméstica de óleo básico ficou parada por semanas, após o furacão Harvey, devido às fortes chuvas e condições de vento.

Minimizar os impactos das grandes tempestades é um desafio constante para os fornecedores de óleo básico e aditivos para lubrificantes, bem como para seus clientes. A CEO da Associação de Fabricantes Independentes de Lubrificantes (ILMA), Holly Alfano, recomenda examinar um plano de análise de riscos e operacionalidade.

“Um HAZOP relacionado à inundação exigiria a contratação de um engenheiro civil com experiência em várzea para avaliar os riscos de inundação à operação, bem como avaliar elevações e drenagem. A análise também consideraria os riscos para as operações e como esses riscos poderiam ser mitigados ”, disse Alfano.

O HAZOP é uma sigla para Hazard and Operability Studies, ou seja, Estudo de Perigo e Operabilidade.

Alfano também aconselha empresas em todas as áreas costeiras, particularmente as áreas propensas a inundações, a adotar um HAZOP. “A temporada de furacões afeta não apenas a Costa Leste, mas todas as regiões costeiras dos EUA”, observou ela.

Plano de risco e operabilidade é essencial

De acordo com o guia de treinamento do Product Quality Research Institute – PQRI, um plano de análise de risco e operabilidade é melhor usado para avaliar os riscos em instalações, equipamentos e processos, e avalia os sistemas a partir de um projeto; ambientes físicos e operacionais, e perspectiva de controles operacionais e de procedimentos.

A fim de criar um plano adequado, sua empresa deve passar por quatro etapas, diz o PQRI. Primeiro, você deve definir o escopo, objetivos e responsabilidades da sua equipe HAZOP. Em seguida, é hora de se preparar. Esta etapa inclui a coleta de dados sobre o design do sistema, o ambiente, os controles de engenharia, os modos operacionais etc.

O terceiro e mais complicado passo é a fase de exame. Durante esta fase, todos os elementos do sistema ou processo precisam ser examinados. “Por exemplo: sistemas físicos podem ser divididos em partes menores, conforme necessário; os processos podem ser divididos em etapas discretas de fases; partes ou etapas similares podem ser agrupadas para facilitar a avaliação”, explica o guia.

Por fim, as empresas entram na fase de documentação e acompanhamento, na qual a empresa documenta todas as políticas e toma nota de qualquer necessidade de classificação ou priorização de risco mais explícita.

ExxonMobil tem seu próprio sistema

Nem todas as empresas, no entanto, optam por usar o sistema HAZOP. A ExxonMobil, por exemplo, usa uma estrutura chamada Operations Integrity Management System, que trata de itens como preparação para emergências, avaliação de riscos e projeto de instalações.

A Exxon realiza vários exercícios e implementa treinamentos específicos no local, como parte de seu plano de preparação para desastres.

“Vários dias antes da tormenta esperada, iniciamos inspeções e preparações preventivas, bem como paradas e evacuações, conforme apropriado”, disse Sarah Nordin, assessora de relações com a imprensa da ExxonMobil, em uma entrevista.

“Preparar-se para eventos climáticos é uma atividade bem planejada e uma maneira de fazer negócios para empresas que operam na Costa do Golfo”, afirmou Nordin.

No ano passado, cerca de 270.000 toneladas de capacidade de óleo básico foram eliminadas de acordo com a Kline & Co. O uso de um plano de desastre pode ajudar sua empresa a evitar uma perda significativa de capacidade, como resultado de tempestades severas.