Bosch projeta crescer 13% no mercado de reposição brasileiro em 2023

Será o terceiro ano consecutivo de crescimento da operação

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Mercado de reposição brasileiro

Mercado de reposição brasileiro – Apesar das inconstâncias do mercado e da produção de veículos no Brasil e região nos últimos anos, a divisão Aftermarket da Bosch, aparentemente, não tem do que reclamar. Segundo Delfim Calixto, responsável da empresa pelos mercados de reposição de autopeças da América Latina, 2023 trancorre para ser o terceiro ano consecutivo de crescimento da operação.

“Nossas vendas na América Latina [excluindo os negócios mexicanos, que integram a operação da América do Norte] devem crescer 17% em 2023 “, arrisca o executivo, que recorda o robusto salto de 32% em 2022 sobre 2021.

Especificamente para o Brasil, país que responde praticamente pelas metade das vendas da região, o crescimento estimado para 2023 será ligeiramente menor, algo como 13%. Mas sobre uma base igualmente crescente e que evoluiu mais de 20% por ano desde 2020.

O executivo acredita que os resultados positivos sedeveram, em boa  medida, à capacidade da empresa de driblar as complicações logísticas e de falta de insumos e componentes geradas pela pandemia, inclusive com a explosão dos custos de transporte e distribuição. Perto de 60% do que a operação comandada por Calixto vende nos diversificados mercados latino-americanos têm origem em linhas importadas de outros continentes e os 40% restantes são exportados do Brasil.

O quadro melhorou, mas nem todos os problemas estão resolvidos. A logística e os custos elevados continuarão como grandes desafios neste ano, apontou Calixto durante a abertura da 15ª edição da Automec em São Paulo, nesta terça-feira, 25.

“A cadeia global de suprimentos está vivenciando o que nós já estamos acostumados aqui no Brasil e na América Latina”, brincou, ao destacar ainda complicações como inflação elevada, mudanças no perfil dos negócios , das tecnologias e os conflitos geopolíticos.

Nova estrutura e nome

Para quem estava acostumado a chamar o gigantesco grupo alemão de Robert Bosch ou apenas Bosch, pode ir se desacostumando. A partir de janeiro de 2024 a empresa ganhará um novo nome global: Bosch Mobility Company. A mudança, destaca Calixto, ilustra a nova visão do grupo sobre todas as suas atividades e que visam oferecer produtos e serviços integrados de mobilidade.

Mesmo a divisão de Aftermarket passará a ser precedida do nome Mobility. “Não vamos falar mais de mercado de reposição, mas de como propiciaremos ao mecânico, ao reparador, a melhor e mais ágil solução para os problemas deles.”

Mundialmente, a futura Bosch Mobility concentrará seus esforços em cinco unidades de negócios: Energia  que engloba motores elétricos, a combustão, inclusive diesel, baterias e células de combustível;  ADAS, para sistemas de assistência à condução; Dinâmica veicular, de  sistemas de direção e de segurança dos veículos;  Carroceria e conforto, que ocntempla tecnologias e equipamentos embarcados; e Infotainment, de sistemas operacionais e centrais multimídias.