China considera afrouxar restrições de compra de automóveis para aumentar consumo

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Restrições às compras de automóveis
A chinese flag flies just outside the east gate of Kashgar Old City, a part tourist destination and part local residential area built and renovated out of a large chunk of the traditional Kashgar housing area. on Thursday, Nov. 7, 2018. Photographer: Qilai Shen/Bloomberg

Restrições às compras de automóveis

PEQUIM (Reuters) – A China divulgou medidas nesta terça-feira para ajudar a aumentar o consumo, incluindo a possível remoção de restrições às compras de automóveis, à medida que o crescimento da segunda maior economia do mundo vacila em meio à crescente pressão comercial dos Estados Unidos.

O Conselho de Estado chinês disse em comunicado que os governos locais que têm restrições à venda de automóveis devem explorar gradualmente o relaxamento ou a remoção dessas restrições, além de incentivar a compra de veículos movidos a energia renovável.

As ações europeias de automóveis subiram com a notícia de que Pequim estava procurando diminuir as restrições de compra de veículos.

A economia da China tropeçou mais do que o esperado no início do terceiro trimestre, com a disputa comercial contra os Estados Unidos afetando mais as empresas e os consumidores. O crescimento econômico do segundo trimestre desacelerou para uma mínima de quase 30 anos.

O setor automobilístico, um pilar do crescimento industrial, foi vítima de uma queda na demanda, com as vendas totais de carros em queda pelo 13º mês consecutivo em julho.

Analistas esperam mais medidas de apoio econômico nos próximos meses, incluindo para aumentar o consumo doméstico.

O gabinete chinês acrescentou que essa medida incentivará shoppings, estádios e zonas antigas de fábricas decadentes a se transformarem em complexos comerciais, academias e centros de entretenimento, e colaboraria para a renovação das ruas comerciais de pedestres em todo o país.

O gabinete acrescentou que Pequim estenderá o horário do varejo para promover “a economia noturna”, com lojas de conveniência e restaurantes abertos por mais tempo.