Petrobras altera condições de venda da BR e cancela Unidade de Lubrificantes do Comperj

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O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, em reunião realizada no dia 22 de julho, a alteração do modelo de alienação de participação na subsidiária BR Distribuidora. Dessa forma, iniciará novo processo competitivo, em que ficará com 49% do capital votante, porém majoritários no capital total.

Segundo a gerente executiva de Aquisições e Desinvestimentos da Petrobras, Anelise Quintão Lara, todo o processo de alienação das ações deverá ser fechado somente no início de 2017, mas, mesmo assim, está mantida a meta de atingir US$ 14,4 bilhões de desinvestimento este ano, considerando a inclusão de outros ativos no processo de venda.

De acordo com a empresa, será condição para a conclusão da transação que questões estratégicas para a Petrobras estejam adequadamente refletidas na estrutura da parceria.

Especialistas acreditam que a nova postura do Conselho de Administração da Petrobras fará com que as novas propostas de compra sejam melhores.

Petrobras reavalia COMPERJ e cancela Unidade de Lubrificantes

Na reunião do dia 22 de julho, foi decidido também que a Petrobras postergará os investimentos na Refinaria Trem 1, até dezembro de 2020.

Já os projetos da Refinaria Trem 2 e da Unidade de Lubrificantes do COMPERJ foram cancelados.

Segundo a empresa, essa decisão permitirá a continuidade das atividades de implantação das unidades associadas à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN).

A UPGN faz parte do Projeto Integrado Rota 3 que contempla também o Gasoduto Rota 3, o Tratamento Complementar de Gás no Terminal de Cabiúnas e a faixa de Dutos Norte Rota 3. Juntos, esses projetos completam a infraestrutura de escoamento e processamento de gás natural do pólo pré-Sal da bacia de Santos.

Obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) continuam

O Conselho de Administração também aprovou, nessa mesma reunião do dia 22 de julho, a continuidade das atividades de contratação para a conclusão da unidade de abatimento de emissões (SNOX) e demais obras de complementação do Trem 1 da Rnest.

Rnest-Segundo a empresa, o Trem 1 está em operação desde dezembro de 2014, com carga de 100 mil bpd. Com a conclusão da SNOX, passará a operar com plena carga.