Nissan Skyline está de volta e com sistema semi-autônomo

Sedã utiliza motor 3.0 V6 biturbo de até 405 cv e é capaz de rodar pelas estradas sem que o motorista encoste no volante

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Nissan SkylineNissan Skyline

Desde 2014, a Nissan deixou o nome do Skyline um pouco de lado. Ele ainda era usado no Japão, mas sem ser atrelado a uma marca e com o logo da Infiniti – até porque era vendido no resto do mundo como Infiniti Q50. As coisas mudarão um pouco agora, voltando a ser chamado Nissan Skyline, embora ainda separado do esportivo GT-R. Começa a ser vendido no Japão em três versões, incluindo uma híbrida e tem como destaque o novo sistema de condução semi-autônoma da fabricante. Com ele, o carro pode andar pelas estradas japonesas sem que o motorista tenha que usar o volante.

Antes de falar da parte tecnológica, vamos para a graxa. O novo Nissan Skyline será vendido com três opções de motorização. As duas primeiras com o motor 3.0 V6 VR30DDTT, da mesma família que o 3.8 V6 do GT-R. Estará disponível nas variantes de 304 cv e 40,8 kgfm, e na de 405 cv e 48,4 kgfm. A terceira possibilidade é o conjunto híbrido formado pelo 3.5 V6 de 306 cv e 35,7 kgfm, e uma unidade elétrica de 68 cv e 29,6 kgfm. Pode ser comprado com tração traseira ou integral.

O grande destaque do Skyline é a adoção do ProPILOT 2.0, sistema de condução semi-autônoma de segunda geração da Nissan. Desenvolvido para funcionar no Japão, o motorista coloca o seu destino no GPS do veículo. Ao entrar em uma rodovia, o carro pode assumir o comanda, fazendo todo o percurso rodoviário automaticamente, sem que o condutor tenha que colocar as mãos no volante – os demais veículos até fazem pequenas curvas, mas pedem que o motorista sempre mantenha as mãos no volante.

O Skyline usa câmeras, sensores, posicionamento por GPS e um mapa 3D em alta definição, com conhecimento de cada centímetro das estradas japonesas, incluindo curvaturas, subidas, sinalização de trânsito e as faixas pintadas no asfalto. O veículo vai seguindo viagem em uma única faixa. Se precisar ultrapassar um veículo mais lento, ele pede que o motorista coloque as mãos no volante e aperte um botão, fazendo a manobra sozinho.

Além de sempre monitorar se o motorista está prestando atenção na estrada (mesmo no modo autônomo), o Skyline também fica de olho em situações que vai precisar da ação do condutor. Quando se aproximar de uma junção de pistas, pedágios ou tiver que sair da rodovia, ele irá emitir alertas de que voltará para o modo manual. Se, por algum motivo, o motorista não responder, ele ligará o pisca-alerta e irá reduzir a velocidade até parar, ligando automaticamente para um serviço de emergência.

O ProPILOT 2.0 será oferecido de série nas versões híbridas do Skyline, enquanto os modelos a combustão podem adquiri-lo como opcional. É controlado por uma tela de 7” sensível ao toque dedicada ao sistema, além de outro display para a central multimídia. Ainda tem atualizações online para o infotainment e conexão Wi-Fi oferecida separadamente.

O novo Nissan Skyline parte de 4.274.640 ienes (aproximadamente R$ 148,3 mil), alcançando os 6.327.720 ienes (R$ 219,5 mil) na versão híbrida de tração integral. No momento, a Nissan não fala sobre vender o Skyline em outros mercados, mesmo que sem o sistema ProPILOT 2.0, ou se ele continuará a ser chamado de Infiniti Q50 em países como os Estados Unidos.