Em missão à Alemanha, ANP dá continuidade a cooperação sobre combustíveis renováveis

55

combustíveis renováveisCombustíveis renováveis

Dando continuidade à cooperação entre os governos brasileiro e alemão para o desenvolvimento de combustíveis alternativos, a ANP integrou na última semana (de 8 a 12/7) a Missão Técnica de Capacitação em Eletrocombustíveis Renováveis de Aviação do Projeto ProQR – Combustíveis Alternativos sem Impactos Climáticos, na Alemanha.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Agência Alemã de Cooperação Técnica (GIZ), que coordenaram a missão, iniciaram o Projeto ProQR em agosto de 2017. O ProQR visa à criação de um modelo de referência internacional para a aplicação de combustíveis alternativos neutros ao clima no transporte aéreo ou em segmentos de transporte sem potencial de eletromobilidade, contribuindo para a diminuição de gases causadores de efeito estufa.

Combustíveis alternativos nesse sentido, também chamados eletrocombustíveis renováveis, são sintéticos cujo principal insumo é energia elétrica renovável (fonte eólica, solar ou biomassa), além de gás carbônico (CO2) capturado do ar e água.

Devido às características do processo produtivo pretendido, cujo sistema reacional pode ser instalado em containers, o ProQR objetiva introduzir o conceito de produção descentralizada de combustíveis de aviação de interesse, por exemplo, de bases militares ou aeródromos de pequeno porte situados em pontos remotos do país, eliminando, assim, logística cara, multimodal e com considerável dispêndio energético para abastecê-las.

Para a implantação do ProQR no Brasil, está prevista, como primeiro passo prático, a instalação de unidade piloto, de porte laboratorial, no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas – CPT da ANP, a partir da qual serão realizados estudos e ensaios com vistas à futura especificação dos eletrocombustíveis, em especial do querosene de aviação.

No âmbito da Agência, o ProQR já conta com memorando de entendimentos firmado com a GIZ, em agosto de 2018, com ciência e concordância do MCTIC e do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha.