Pró-Dutos programa para evitar furtos de combustíveis

56

Pró-DutosPró-Dutos – Furtos de combustíveis

A Petrobras lançará amanhã um programa de inteligência e segurança, o Pró-Dutos, que pretende diminuir o número de furtos de combustível, segundo fontes. Isso porque a petroleira tem um prejuízo de R$150 milhões por ano, devido a ação de grupos de criminosos nos dutos de transporte de petróleo e derivados. Além disso, o programa pretende evitar que se repita no País o cenário de violência vivida no México, onde os furtos em dutos motiva assassinatos e impõe custos anuais de cerca de US$ 1,5 bilhão à petroleira Pemex.

Em 2016

Em 2016, no Brasil, foram registrados cerca de 72 casos entre tentativas e episódios de furtos. Em 2018, o total subiu para 261, sendo a maior parte em São Paulo (151) e no Rio de Janeiro (69). De acordo com a estatal, segundo fontes, as organizações criminosas descobriram que a venda irregular de combustíveis é um bom negócio, principalmente em período sem que os preços dos combustíveis estão mais altos e a economia em recessão. No entanto, a Petrobras não confirmou o lançamento do programa.

Foco dos bandidos é o petróleo

Em grande parte, o foco dos bandidos é o petróleo no estado bruto (40%). Porém, há furtos também de derivados, como gasolina, óleo diesel e até nafta petroquímica, que, misturada a combustíveis automotivos, tende a parar nos postos revendedores e nos tanques dos motoristas.

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, localizado e São Paulo, é também alvo do problema. A entrega de combustível de aviação é frequentemente interrompida, pois a Transpetro, subsidiária da Petrobras que opera nos dutos, é obrigada a paralisar a atividade onde atuaram criminosos.

Efeitos dos vazamentos nas comunidades 

A petroleira está preocupada, inclusive, com os efeitos dos vazamentos nas comunidades que se instalaram próximas aos dutos. No fim do mês passado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, uma criança de 9 anos morreu após cair numa poça de gasolina pura que escapou de um duto perfurado. A empresa teme que fatalidades como essa se repitam e tomem proporções maiores, colocando comunidades inteiras em risco.