Comunicação é o desafio do mercado de lubrificantes

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Mercado brasileiro de lubrificantes
Da esquerda para a direita: Pedro Nelson (mediador) Carlos Ristum (Simepetro), Edson Fonseca (Lubrizol), Marcos Davi (Oronite), Leandro Benvenutti (Infineum), Rodolfo Ferreira (Afton) e Giancarlo Passalacqua (Plural).

Mercado brasileiro de lubrificantes

Durante o 9º Encontro com o Mercado – América do Sul, realizado nos dias 11 e 12 de junho, no Rio de Janeiro, especialistas do mercado brasileiro de lubrificantes, realizaram um painel de debates para discutir a questão de como o grande investimento realizado em tecnologia de aditivos pode ser reconhecido pelo consumidor final, como uma entrega real de valor. Novas especificações trazem novos óleos ao mercado e a questão é como entender isso? Quem realmente decide que óleo vai ser colocado no seu carro?

Mercado brasileiro de lubrificantesO evento, que reuniu cerca de 300 pessoas, teve em seu segundo dia, oito apresentações especiais da indústria de aditivos, as principais empresas desenvolvedoras de tecnologia para o setor, mostraram os mais recentes desenvolvimentos da área. Croda, Braskem, Dow e Evonik focaram a área industrial, enquanto Infineum, Afton Chemical, Lubrizol e Chevron Oronite avaliaram as tendências principais dos óleos automotivos.

Ao final, um painel de debates, mediado por Pedro Nelson Belmiro, discutiu a importância de uma boa comunicação ao consumidor final, para um melhor entendimento do valor entregue pelas produtoras de óleos lubrificantes, que fatalmente implica em um custo maior ao usuário.

Para ampliar a visão do painel, Belmiro chamou também ao debate os principais produtores de lubrificantes no Brasil, representados pela Associação Plural e pelo Simepetro, e abriu as questões para a plateia, que colaborou com relevantes observações.

Confiabilidade ainda tem a maior influência

O fator mais influente na escolha do óleo pelo consumidor final continua sendo a confiabilidade, não só na marca, mas também no local de troca e no seu mecânico. Dessa forma, a atuação direta nesses canais de disseminação do conhecimento se torna de vital importância para que o consumidor tenha a boa noção de que paga mais para ter mais valor e segurança para seu veículo.

Um ponto de concordância geral é que a comunicação entre agentes do mercado, incluindo produtores, legisladores e entidades de classe, com consumidores precisa muito ser melhorada.

Mercado brasileiro de lubrificantes Giancarlo Passalacqua, gerente de lubrificantes da Associação Plural, que reúne as maiores empresas do ramo, revelou que a Plural já está colocando em prática um programa de educação do consumidor, por meio de vídeos e sites específicos como o “Óleo certo”.

 

Mercado brasileiro de lubrificantes

O presidente do Simepetro, Carlos Ristum, mostrou apoio à ideia e confirmou que as pequenas e médias empresas distribuidoras de lubrificantes têm o maior interesse em ter um consumidor bem informado.

Participação da plateia

A participação da plateia trouxe também a questão de que alguns fabricantes de veículos ainda colocam em seus manuais do proprietário várias opções de graus de viscosidade, o que dificulta a compreensão e educação do consumidor.

 

 

 

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Ao final do debate, após muitas ideias serem colocadas, chegou-se a um consenso de que ações específicas com entidades organizadas, como IBP, AEA, Plural, Simepetro e a própria ANP, que regula o mercado, precisam ser orquestradas e colocadas eficientemente para melhorar a eficácia da comunicação com o consumidor final.

O assunto ficará como tema para ser melhor elaborado em comissões especializadas como as do IBP e da AEA.