Ford volta ao trabalho à espera de acordo de venda

Metalúrgicos retomaram atividades duas vezes por semana no ABC, prevendo a chegada de um novo patrão

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Ford volta ao trabalho

Os trabalhadores da Ford voltaram ao trabalho na manhã de terça-feira, 2, após 42 dias de paralisação. Os metalúrgicos estavam de braços cruzados desde o dia 19 de fevereiro, quando a montadora anunciou que fecharia a unidade.

A retomada das atividades coincide com o aparente avanço das negociações com o Grupo Caoa para compra da unidade do ABC. Apesar disso, nem a Ford nem a Caoa confirmam o fato.

Semana passada o governador do Estado se reuniu com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para falar sobre entendimentos com o possível comprador e da tentativa de manter 2,8 mil empregados.

Ford e o sindicato

O retorno ao trabalho também decorre de entendimentos entre a Ford e o sindicato. A montadora definiu o valor da Participação nos Lucros Recebidos (PLR) em R$ 17.640 para todos os funcionários, a ser paga em duas prestações e atrelada ao “cumprimento das metas da operação de São Bernardo do Campo em 2019”, segundo nota da empresa. Um paradoxo, tendo em vista que a meta final seria encerrar a produção da unidade.

Segundo o sindicato, os metalúrgicos vão trabalhar às terças e quartas-feiras até junho ou julho para montar 1,7 mil unidades do Fiesta e 843 caminhões, provavelmente já encomendados. Antes de a Ford anunciar o encerramento das atividades, a produção ocorria de terça a quinta-feira.