Argentina segue em queda livre no bimestre

Produção, exportação e vendas domésticas caem nos dois primeiros meses do ano

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ArgentinaArgentina – primeiro bimestre

Argentina fechou o primeiro bimestre do ano com queda de vendas domésticas, produção e exportação de veículos. Segundo resultados divulgados quinta-feira, 7, pela associação de fabricantes do país vizinho, a Adefa, em fevereiro foram produzidos 32.662 automóveis e utilitários, em significativo aumento de 120,6 % na comparação com janeiro, mas isso porque boa parte das fábricas argentinas estava parada no início do ano, em férias coletivas, para reduzir estoques. Quando se compara com fevereiro de 2018, o balanço é de declínio de 16,4%. No acumulado dos dois primeiros meses de 2019, as 47.465 unidades fabricadas significaram queda de 22,1 % em relação ao mesmo período do ano passado.

Monitorando a situação

Segundo a Adefa, a entidade está “monitorando a situação” a aguarda o encerramento do primeiro trimestre, ao fim deste mês, para projetar o possível comportamento do resto do ano. O foco, reforça a associação, “é continuar trabalhando com o governo em medidas para melhorar as condições de competitividade e acesso a mercados de exportação”.

Fabricantes na Argentina

Os fabricantes na Argentina exportaram 19.431 veículos em fevereiro (60% da produção), uma alta de 162,5% sobre janeiro, o que também é explicado pela paralisação das linhas de produção no começo do ano. Na comparação com fevereiro de 2018 houve quase que estabilidade, em ligeiro avanço de 1%. Já quando se somam os dois primeiros meses, as exportações de 26.834 unidades (56,5% do total produzido no período) refletem queda de 9,5% na comparação com o mesmo bimestre do ano anterior. O Brasil continua sendo por larga margem o principal destino dos carros argentinos, respondendo por 65,2% das vendas externas do país.

Mercado doméstico argentino

Enquanto isso, o mercado doméstico argentino continua encolhendo sem parar. A vendas aos concessionários somaram 30.404 unidades em fevereiro, representando retração expressiva de 58,8% sobre o mesmo mês de 2018, mas em ligeira alta de 1,2% na comparação com janeiro passado. Já o total do bimestre, com 60.442 veículos vendidos no atacado, mostra queda de 56,3% em relação ao mesmo período do ano anterior – uma época em que o prognóstico era de grande crescimento do mercado argentino.

Segundo as estatísticas da Adefa, dos 30,4 mil veículos encaminhados aos concessionários argentinos, apenas 8 mil (26%) foram fabricados na Argentina. O restante foi importado principalmente do Brasil.