Caoa Chery avança rápido e triplica vendas

Com mais de 100 concessionárias e novos produtos, plano é vender 38 mil unidades em 2019 e crescer 280%

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CAOA CHERY avança rápido
Linha de produção do SUV Caoa Chery Tiggo 5x na fábrica de Anápolis (GO)

Caoa Chery avança rápido

O primeiro ano da parceria entre o grupo brasileiro Caoa e a chinesa Chery já pode ser considerado um sucesso. A associação em partes iguais das duas empresas, confirmada em novembro de 2017 com a promessa de gerar US$ 2 bilhões em investimentos até 2023, contabiliza o lançamento de quatro veículos modernos e atraentes, com preços muito competitivos, aliados à rápida reconstrução da imagem e da rede de concessionárias da marca sino-brasileira.

O resultado foi o salto de 168% nas vendas, de modestas 3.734 unidades em 2017 para projetados 10 mil este ano, fazendo a participação de mercado avançar rapidamente no período de 0,19% para 0,34%, alcançando 0,55% em novembro. Com duas linhas de produção em operação plena e cinco modelos em linha (três SUVs), a projeção é vender 38 mil carros em 2019 e anotar novo crescimento de 280%, com 24 mil unidades produzidas na planta de Jacareí (SP) originalmente erguida pela Chery e 16 mil na fábrica que o Grupo Caoa mantém há 11 anos em Anápolis (GO), onde também produz sob licença modelos da coreana Hyundai.

“A marca está crescendo de forma robusta, as vendas vêm crescendo mês-a-mês, começamos com 285 unidades vendidas em novembro de 2017, quando a parceria foi confirmada, e já superamos 1,1 mil carros um ano depois, em novembro passado. As duas fábricas já montadas nos deram a oportunidade de lançar tantos produtos em tão pouco tempo e crescer muito rápido”, afirma Marcio Alfonso, CEO da Caoa Chery.

 

INVESTIMENTOS E CONTRATAÇÕES EM JACAREÍ

 

Os lançamentos começaram em maio deste ano, com o SUV compacto Tiggo 2, que foi integrado à fábrica de Jacareí onde apenas o subcompacto QQ era produzido. Em outubro foi a vez do sedã médio Arrizzo 5 entrar em produção.

“Nesse período investimos para reformular o body shop (solda de carroceria), que ganhou 35 estações. Também contratamos, o número de empregados aumentou de 354 para 547 e em janeiro mais 114 devem ocupar novos postos. É um crescimento respeitável de 20% no efetivo só este mês. É uma operação pequena ainda, mas estamos avançando rápido”, avalia Alfonso.

ANÁPOLIS JÁ PRODUZ DUAS MARCAS

 


A fachada da fábrica do Grupo Caoa em Anápolis (GO): unidade já produz carros Caoa Chery ao lado de modelos Hyundai

Este mês foi a vez de Anápolis se tornar uma fábrica de duas marcas de dois fabricantes diferentes. Ao lado dos SUVs Hyundai Tucson, ix35 e New Tucson e do minicaminhão HR, está em produção o Caoa Chery Tiggo 5x, SUV médio-compacto lançado este mês.

Em ritmo frenético, já em janeiro começa a ser fabricado na unidade mais um SUV, um pouco maior, o Tiggo 7. E para o fim de 2019, em dezembro, já está agendada a entrada em linha do Tiggo 8, um SUV de porte maior de até sete lugares.

“Fizemos uma nova linha de montagem estendida em Anápolis para abrigar a produção das duas marcas. Os processos logísticos foram todos redefinidos para operar duas linhas diferentes. Temos agora capacidade de produzir até 30 mil modelos Caoa Chery por turno de trabalho”, explica Alfonso.

REDE EM EXPANSÃO

 

A combalida rede de concessionárias da Chery, que somava apenas 25 lojas há um ano, cresceu na mesma medida das ambições da agora Caoa Chery. Já são 65 pontos de venda e o número deverá chegar a 111 no início de 2019, segundo estima Alfonso: “É o número que achamos adequado para atender a demanda projetada. Recriamos toda a rede e isso dá muito trabalho. As concessionárias agora têm um novo padrão visual e de atendimento, com pós-venda padronizado. Os pontos recebem regularmente a visita de profissionais que avaliam as lojas e oficinas para propor melhorias constantes”, afirma o executivo.

Outro ponto atacado ao longo do último ano de operação da Caoa Chery foi a distribuição de peças de reposição. Foi inaugurado um grande centro de armazenagem de 14 mil metros quadrados em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, que já opera em dois turnos para garantir “que não falte peças em nenhuma oficina autorizada”, diz Alfonso. Ele destaca que essa foi uma providência fundamental para reconstruir e consolidar a reputação e confiabilidade da marca no País.

“Com a garantia da disponibilidade de peças, inclusive as seguradoras reduzem o custo do seguro dos carros da marca. Já temos bons preços. O seguro anual do recém-lançado Arrizo 5 está cotado em R$ 1,65 mil”, lembra.

Alfonso ressaltou que a estratégia da marca sino-brasileira é oferecer novos e interessantes produtos, ter a maior e mais ampla linha de SUVs produzidos no Brasil (serão quatro até o fim de 2019) e garantir a satisfação dos clientes com uma rede preparada e bem suprida de produtos e peças. Até agora, está dando certo.