A TRIBOLOGIA como ferramenta de avaliação

Ferramenta para avaliação da eficiência energética do óleo lubrificante

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O setor automotivo tem passado por grandes mudanças nas últimas décadas, motivadas, dentre outras, pelas questões de desempenho e, sobretudo, ambientais.Há uma tendência de se reduzir a emissão de gases poluentes e tóxicos provenientes da combustão e da própria evaporação da gasolina, por serem fontes básicas de poluição atmosférica causada por substâncias tóxicas. Para reduzir a toxicidade dessas emissões, estudos têm sido conduzidos para melhorar o projeto do motor, modificar a composição da gasolina, utilizar novos tipos de combustíveis e conversores catalíticos.

Programa Rota 2030

Em julho de 2018, o Governo Federal publicou a Medida Provisória n° 843, que institui o Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística. Esse programa tem como objetivo apoiar o desenvolvimento tecnológico, a competitividade, a inovação, a segurança veicular, como também, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética e a qualidade dos automóveis, caminhões, ônibus, chassis com motor e autopeças.

Além disso, o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, através do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE, criou regulamentos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e melhorar a economia de combustíveis do veículo para diminuir o uso de energia no setor de transportes, que hoje representa cerca de 20%.
Uma solução para novas reduções do consumo de combustível e emissões de poluentes é redesenhar o motor e transmissão para diminuir perdas por atrito. Revestimentos de baixa fricção, texturização de superfícies e aditivos para lubrificantes são também algumas das ferramentas promissoras.

Downsizing

A engenharia automotiva desenvolveu tecnologias como motores menores (downsizing), injeção direta (GDI) e turbo compressor (turbocharger), que caracterizam um ganho siginificativo em eficiência energêtica. Entretanto, esses avanços tecnológicos provocaram um desafio maior para o óleo lubrificante, resultando em especificações mais exigentes, necessidade de melhores tecnologias e lubrificantes com menor grau de viscosidade.

O lubrificante com baixa viscosidade requer uma tecnologia de aditivação diferenciada para manter e/ou melhorar o seu desempenho na região de lubrificação limítrofe, coforme apresentado na Curva de Stribeck na Figura 1. A curva de Stribeck é uma forma gráfica de ilustrar e de identificar os diferentes regimes de lubrificação que podem ser observados entre duas superfícies móveis.

Os parâmetros normalmente correlacionados nessa curva são o coeficiente de atrito e o número de Hersey, que correlaciona a viscosidade do lubrificante, a velocidade do deslizamento e o carregamento normal externo.
A região de lubrificação limítrofe necessita de uma redução do coeficiente de atrito, e uma das tecnologias utilizadas são os aditivos modificadores de atrito, que possuem justamente a função de atuar nesta região de forma a reduzir o coeficiente de atrito, sendo uns dos direcionadores na busca do aumento da eficiência energêtica para o lubrificante.

tribologiaLeia o restante do artigo na revista LUBES EM FOCO – edição 69, apresentada abaixo: