3 fatores que melhoram nossa rede de contatos

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Gustavo Eduardo Zamboni
Gustavo Eduardo Zamboni

Gustavo Eduardo Zamboni

Engenheiro Industrial formado pela Universidade de Buenos Aires com pós-graduação em Marketing e Sistemas de Informação (PUC-RJ). Desenvolveu sua carreira em empresas como Ford, Texaco e RJ. Reynolds onde ocupou a posição de Diretor de Trade Marketing. Há mais de 20 anos é Diretor da Agência Virtual e da Editora ONZE.

rede de contatos ou Network
rede de contatos

Network ou rede de contatos

Uma boa rede ou Network mantém você informado. Ensina coisas novas. Torna você mais inovador. Dá a você uma caixa de ressonância para detalhar suas ideias e até ajuda você a fazer as coisas quando você está com pressa.

Mas, para cada pessoa que vê o valor de manter uma rede de contatos profissionais, ampla e diversificada, tem muitos mais que lutam para superar a resistência ou aversão à essa rede. Porém, estudos mostraram que a maior barreira que temos para trabalhar nossa rede de relacionamentos é a mentalidade como encaramos a mesma.

Existem assim conceitos ou crenças que podem impedir as pessoas de colherem todos os benefícios que uma Networking bem trabalhada oferece.

Conceitos ou crenças

Muitas pessoas se questionam se dedicar tempo à rede é a melhor forma de usar “seu tempo”. Ainda mais quando as pessoas não estão diretamente relacionadas à tarefa na qual estamos trabalhando. Imaginem que 80 pessoas da sua rede de contatos liguem durante o ano para encontrar com você. Um fardo pesado de mais já que além do seu trabalho diário você terá que arrumar um tempo adicional para os encontros. Com razão, você se perguntará se vale a pena encontrar essas pessoas.

rede de contatos ou Network
Quanto tempo dedicar à rede de contatos?

Organizar e planejar o desenvolvimento da rede

A maioria das pessoas não é intencional quando se trata de organizar e planejar o trabalho e desenvolvimento de suas redes. Elas simplesmente se limitam a responder aos pedidos. Só se comunicam com os outros quando têm necessidades específicas. Assim pensam que dar a mão a pessoas que você identificou como importantes para sua agenda tem mais chances de dar retorno que contatar e ajudar outras menos ligadas a você.

Pessoas extrovertidas ou tímidas

rede de contatos ou Network
Pessoas tímidas ou extrovertidas fazem a diferença?

Muitas pessoas também acreditam que a rede oferece melhores resultados para o extrovertido e piores para o tímido. Isto não é verdade . Estudos demonstraram que se você acredita que o trabalho em rede é uma habilidade que você pode desenvolver, é mais provável que você esteja motivado para melhorá-la. Dessa forma você trabalhará mais para isso e obterá melhores resultados para seu trabalho.

Redes narcisistas e preguiçosas?

Um pensamento equivocado sobre o trabalho de networking é que as relações devem se formar e crescer espontaneamente. Desta forma se desenvolverá entre pessoas que naturalmente gostam umas das outras.

O problema dessa abordagem é que ela produz redes que não são úteis para você nem úteis para seus contatos porque são muito homogêneas. Pesquisas de psicologia social mostram que, naturalmente, formamos e mantemos relacionamentos com pessoas como nós e com pessoas que são convenientes para conhecê-las porque nos deparamos com elas com frequência.

Essas redes catalogadas como, “narcisistas e preguiçosas”, nunca podem nos dar a amplitude e a diversidade de informações que precisamos para entender o mundo ao redor, e tomar boas decisões.

É por isso que devemos desenvolver nossas redes profissionais conscientemente, como parte de um esforço intencional e coordenado para identificar e cultivar relacionamentos com pessoas relevantes de uma forma geral.

Laços fortes ou fracos

rede de contatos ou Network
Laços fortes ou fracos e a rede de relacionamentos

Outro erro que atrapalha a construção de uma rede é a ideia intuitiva de que nossos relacionamentos mais importantes são nossos laços fortes, ou seja, com pessoas que nós conhecem bem, ou podemos denominar de “nosso círculo íntimo”. Embora sejam realmente importantes, temos a tendência a subestimar a importância dos “laços fracos” – nosso relacionamento com pessoas que ainda não conhecemos bem ou que não vemos com muita frequência.

O problema com nossos laços fortes é que provavelmente eles tenham as mesmas informações e perspectivas que nós.

Muitas pesquisas apontam que a inovação e a percepção estratégica fluem por meio desses vínculos mais fracos, que adicionam conectividade a nossa rede, permitindo-nos alcançar pessoas que atualmente não conhecemos. Dessa forma aprendemos coisas novas e acessamos informações e recursos distantes. Esses relacionamentos distantes que ainda não conhecemos bem, são a chave para a evolução de nossa rede.

Conclusão

Bom, como podemos concluir do acima exposto, fica claro que a nossa atitude e mentalidade sobre como abordamos a nossa rede de contatos tem uma relação direta com o tempo e o esforço que investimos nela e consequentemente com o retorno que obtemos desse investimento.

Para finalizar acho que vale a pena, com certa frequência, fazermos uma profunda reflexão sobre como abordamos e pensamos em nossa rede de contato com o objetivo de melhorarmos os resultados que obtemos dela ou como melhorarmos a eficácia da nossa rede de relacionamentos.

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