Mercado de implementos tem alta de 79,8%

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Diante do expressivo crescimento de 79,8% nas vendas de implementos rodoviários no primeiro semestre do ano, a Fenabrave reviu para cima a meta de expansão desse segmento em 2018, mesma postura que adotou para o mercado de caminhões.

Mercado de implementos

Pelas novas projeções da entidade, as vendas de implementos vão crescer 58,6% no ano, totalizando perto de 40,6 mil emplacamentos. No início do ano, a entidade previa alta de apenas 7,8%, vislumbrando um mercado de apenas 28,4 mil unidades. Em abril – a partir do resultado do primeiro trimestre – já havia revisto a estimativa para 41% de expansão.

Alta de 79,8% no mercado de implementos
Alta de 79,8% no mercado de implementos

Foram comercializados no primeiro semestre do ano um total de 20 mil implementos rodoviários, ante apenas 11,1 mil no mesmo período do ano passado. O segmento emplacou 3.776 unidades em junho, o que representou crescimento de 4,6% sobre maio e de 71,6% no comparativo com o mesmo mês de 2017, quando foram licenciados somente 2,2 mil implementos.

Fenabrave

A Fenabrave divulgou o balanço do semestre na terça-feira, 4, quando alterou suas projeções para o ano. Enquanto mostra otimismo com relação ao mercado de veículos pesados, projetando agora crescimento de 24,8% nas vendas de caminhões, que ficariam em 65 mil unidades no ano, acredita que o de automóveis e comerciais leves terá alta menor do que a projetada anteriormente.

De acordo com Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave e responsável pela área de veículos pesados da entidade, as maiores facilidades de financiamento estão incrementando o mercado de caminhões e, consequentemente, o de implementos este ano.

Com a queda dos juros, o setor tem tido mais acesso aos planos de CDC, Crédito Direto ao Consumidor, que antigamente eram poucos utilizados por transportadores e caminhoneiros. Segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., de cada dez fichas cadastrais para obtenção de financiamento no segmento de pesados, 4,8 estão sendo aprovadas atualmente. (AutoIndústria/Alzira Rodrigues)