Teste de motor para medir desgaste é reprovado para ILSAC GF-6

0
82

teste de motorO último teste de motor para a especificação ILSAC GF-6 falhou este mês, na tentativa de ganhar aceitação na classificação de óleo de motor para carro de passageiro. A crítica ao teste é que o método proposto não mede adequadamente a habilidade de óleos para prevenir o desgaste.

O resultado significa que a Sequência IV-B ainda precisa de mais trabalho, antes que as indústrias automobilística e de lubrificantes possam começar a finalizar um cronograma para a já muito atrasada especificação ILSAC GF-6.

O Auto/Oil Advisory Panel, um comitê que representa em conjunto o ILSAC, que é Comitê Internacional de Padronização e Aprovação de Lubrificantes (fabricantes de automóveis),  e o Instituto Americano de Petróleo (API), revisou a votação para o Sequência IV-B em 5 de abril.

Proposta para aceitar teste de motor foi rejeitada

A proposta de aceitar o teste para a GF-6, conduzida remotamente nos últimos dias de março e primeiros dias de abril, foi rejeitada por um total de 5 votos afirmativos, 7 contra e 11 abstenções, no lado petrolífero da votação.

O lado automotivo votou por unanimidade para aceitar o teste, por uma votação de 11 a favor, nenhum contra e sem abstenção.

Todos os membros do painel AOAP votaram, e aqueles que representam empresas de lubrificantes e aditivos para lubrificantes expressaram muitas reservas quanto à disponibilidade do teste.

Muitos de seus comentários foram semelhantes, não importa com eles votaram. As principais preocupações incluíam:

  • A capacidade do teste de discriminar entre óleos de referência, conhecidos por fornecer proteção adequada contra o desgaste, e aqueles que não o fazem;
  • Sua repetibilidade e reprodutibilidade, ou capacidade de produzir resultados consistentes para óleos testados várias vezes, ou em laboratórios diferentes;
  • O fato de que ele não mede o desgaste da mesma forma que a Sequência IV-A, que deve substituir.

Alguns membros do painel temiam que isso evitasse que a GF-6 assegurasse proteção adequada contra o desgaste em baixas temperaturas, especialmente em motores mais antigos, em que óleos de gerações anteriores são recomendados.

Montadoras ansiosas

A Sequência IV-B foi projetada para testar o desgaste do trem de válvulas, medindo a perda média de volume dos acionadores de entrada. Desde que surgiram dúvidas sobre sua capacidade de fazer isso, os membros do painel também consideraram a medição do nível de ferro, no pós-teste de amostras de óleo usado, com um indicador do desgaste geral em todo o motor.

As montadoras estão ansiosas para que o teste seja aceito, para que possam estabelecer um cronograma para o primeiro licenciamento da GF-6. A classificação está atualmente no caminho certo para chegar ao mercado durante o primeiro semestre de 2020, quatro anos após a meta original, mas essa data pode ser adiada ainda mais, se a Sequência IV-B não for resolvida em breve.

O Painel de Vigilância forneceu atualizações sobre seu trabalho para a AOAP, incluindo um relatório sobre o status da Sequência IV-A. O teste existente atualmente possui três bancadas de testes de motores calibrados nos dois laboratórios independentes, e a capacidade de executar mais de 400 testes.

Foi projetado que isso seria capacidade suficiente para gerenciar as categorias atuais, incluindo o próximo API SN Plus, por cerca de cinco anos, mas não há capacidade suficiente, se o Sequência IV-A também for usada para a ILSAC GF-6.

Nissan não tem mais com fabricar peças para a IV-A

O painel também reafirmou que a Nissan não tem mais a capacidade de fabricar peças para o motor KA24E usado no teste Sequence IVA, o que sugere que o uso continuado do IV-A pode não ser uma solução prática.

Deve-se notar que ainda há amplo apoio para que a Sequência IV-B seja incluída na GF-6, quando “os problemas forem resolvidos, e o teste completo atender à declaração de necessidades para proteção contra desgaste dos componentes”.

A indústria está trabalhando para desenvolver uma solução para a Sequência IV-B, que permitirá que a GF-6 avance, mas até lá um cronograma final para a ILSAC GF-6 terá que esperar.