Novo designer da Indian dá pistas sobre futuros modelos

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Novo designer da Indian dá pistas sobre futuros modelos. O chefe de design da BMW Motorrad, Ola Stenegärd, sueco que nas horas vagas customiza modelos V2 e foi responsável pelo projeto da R nineT, trocou de casa após 15 anos trabalhando para os alemães. A notícia é mais um movimento da americana Indian em direção à expansão da linha de produtos para novas categorias.

Novo designer da Indian dá pistas sobre futuros modelos
Novo designer da Indian dá pistas sobre futuros modelos

“Ola tem sido incrivelmente bem-sucedido ao ajudar marcas a expandirem para novas categorias de produtos, no que a Indian estará focada nos próximos anos”, diz o presidente Steve Menneto, em referência direta ao movimento da BMW nos últimos dez anos – ingressou em categorias com superbike, crossover, naked esportiva, retrô, bagger, scooters e modelos de baixa cilindrada.

O novo diretor de design dá boas pistas do que vem pela frente ao comentar que “no mundo das motos customização é importante, se não um fator-chave, por isso é preciso tornar a moto fácil de ser customizada pelos donos”. E completa com uma referência direta à linha Indian, a flat tracker de competição que está sendo esperada nas lojas em futuro próximo: “quando vi a FTR no ano passado quis pilotá-la, estou animado para trabalhar nela.”

Indian esportiva? 

Para Stenegärd, o fato de a marca ser americana e vinculada a motores V2 não é um impedimento para que entre em qualquer segmento. “Tudo é possível e isso é muito excitante. A Indian já está vinculada à performance, imagine uma supersport partindo de uma folha em branco: sempre haverá um DNA da marca na moto, mas pode ser apenas o logo ou o espírito das antigas motos de competição.”

Ele defende que uma esportiva seria a melhor maneira de a marca avançar numa expansão justamente porque nunca teve algo parecido com uma supersport. “Não há herança ou ícone ao qual se referir, mas talvez seja uma V2 e o motor traga essa tradição.” A referência a uma supersport parece plausível, já que a marca criou um V2 de 750cc para a FTR de competição e o segmento hoje é pouco concorrido.