O Mercado Brasileiro de lubrificantes

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O Mercado Brasileiro de lubrificantes

Por: Pedro N. Belmiro

A expectativa era de um início de recuperação do mercado brasileiro de lubrificantes, com o ano de 2017 fechando em ligeira alta.

Entretanto, alguns fatores impactantes fizeram com que os números de dezembro tivessem uma queda de quase 18%, com relação à média obtida de julho a novembro. Esse desempenho ruim no último mês do ano fez com que o mercado atingisse um volume total de 1,273 milhão de metros cúbicos, praticamente igual ao volume do ano anterior. Esta estabilidade ainda pode ser considerada uma recuperação, pois interrompe a série de quedas de quase 16% iniciada em 2014. Este desempenho está ligado diretamente às sinalizações de recuperação econômica e ao movimento do PIB brasileiro.

O Mercado Brasileiro de lubrificantes
O Mercado Brasileiro de lubrificantes

As percentagens de participação das empresas no mercado de óleo acabado sofreram ligeiras mudanças, mas continuaram a indicar a dominância das empresas do antigo Sindicom, agora Plural, que detiveram cerca de 82,4% do mercado. A BR Distribuidora terminou 2017 como líder, com uma participação de 22,5%, seguida de Ipiranga com 14,9%, Cosan com 14,0%, Chevron e Petronas empatadas com 9% e Shell com 8%. Note-se que não estamos considerando nessa análise a fusão entre as empresas Chevron Lubrificantes e Ipiranga, que formaram a ICONIC e iniciaram o ano de 2018 na liderança do mercado, com algo em torno de 23,9%.

Exportações cresceram

O Brasil aumentou significativamente suas exportações de óleo acabado, na ordem de 21%, em comparação com o ano de 2016, embora ainda em um volume pequeno de pouco mais de 52 mil metros cúbicos, com um faturamento de US$75,5 milhões. Países da América do Sul continuam sendo o destino principal de quase 90% do óleo acabado enviado pelo Brasil. Caribe, China e União Europeia também aparecem na lista com pequenas quantidades.

Com relação aos óleos básicos, é interessante notar que o pequeno volume de cerca de 25 mil metros cúbicos exportado teve quase um terço destinado os Estados Unidos, seguido da América do Sul com 22% e China e Oriente Médio a seguir com 18% cada.

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Lubes em Foco 64