Um teste de campo Revelador

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Um teste de campo Revelador

Influência da formulação sobre o comportamento termo-oxidativo de um lubrificante automotivo
Por: Hugo Cavalcante Peixoto,
Roberta de Almeida Carvalho
e Cintia de Holleben

Neste trabalho foram comparados, em teste de campo, três produtos distintos durante utilização em um veículo equipado com motor 1.0, 4 cilindros, 8V, 72 CV. Três ciclos predominantemente urbanos foram realizados, e, em cada um, foi testado um dos três lubrificantes, sendo utilizado como combustível gasolina tipo C para todos os ciclos de teste. Amostras de óleo foram coletadas a cada 1.000 km e analisadas por meio da técnica de Calorimetria Exploratória Diferencial Pressurizada (PDSC) – ASTM D6186, a fim de avaliar o comportamento de estabilidade oxidativa dos três produtos testados.

Os resultados obtidos mostraram que um dos produtos claramente se destaca no parâmetro estabilidade oxidativa. Foi possível observar que o produto B apresentou melhor desempenho frente aos testes de oxidação, apresentando melhor tempo de indução à oxidação pelo ensaio de PDSC. Os produtos A e C apresentaram comportamento semelhante desde a primeira coleta com 1.000 km de teste rodado. A partir da coleta de 5.000 km, os tempos de indução para estes dois produtos foram praticamente os mesmos.
O produto B apresentou os melhores resultados partindo do óleo novo com OIT de 47,68 minutos e mantendo comportamento superior às outras duas alternativas até a coleta dos 8.000 km. A partir daí, os resultados para as três amostras passaram a ser equivalentes.

Pode-se concluir que a natureza química da tecnologia de aditivos escolhida bem como sua interação com os óleos básicos influenciam diretamente nas propriedades de estabilidade oxidativa dos lubrificantes testados.

Resultados e discussão

O teste teve início com a seleção de um veículo equipado com motor 1.0, 4 cilindros, 8V, 72 CV. Foram selecionados três produtos distintos (A, B e C) para serem avaliados durante sua utilização no motor, ao longo de um ciclo de 10.000 km. Para acompanhamento da establidade oxidativa dos produtos avaliados por meio da análise de PDSC, as amostras foram coletadas utilizando a vareta de aferição de volume de lubrificante e armazenadas em frasco de vidro que, em seguida, era lacrado. A amostragem ocorreu a cada 1.000 km, com a menor quantidade de amostra coletada possível (cerca de 10 mg apenas). Os principais atendimentos e aprovações de cada um dos produtos testados são apresentados na Tabela 1.

Teste de campo
Tabela 1 – Principais especificações e atendimentos dos produtos participantes do teste

A caracterização de cada um dos produtos foi feita antes do início do teste. Ao final do teste, as mesmas análises foram realizadas novamente nos óleos usados, e os resultados são apresentados na Tabela 2. Observando-se os resultados apresentados na Tabela 2, pode-se concluir que a aditivação de cada formulação conta com o mesmo elemento, variando apenas as concentrações de cada um nas três formulações. A principal diferença está na concentração de cálcio. O cálcio é utilizado no pacote de aditivos, sendo responsável pela reserva alcalina do lubrificante.

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Lubes em Foco 61