Segurança e Saúde no Trabalho e Economia Nacional

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Segurança e Saúde no Trabalho e Economia Nacional

Por: Newton Richa

Segurança e Saúde no Trabalho e Economia Nacional: As estatísticas da União Europeia abrangendo 27 países (EU27), publicadas no Eurostat 2009, mostram um nítido predomínio da taxa de doenças do trabalho sobre a taxa de acidentes de trabalho, desde 2007. Neste ano, 8,6% da população produtiva da região foram acometidos por doenças e 3,2% vítimas de acidentes do trabalho. Esses números surpreendem grande parte da população brasileira, que tem uma percepção equivocada de predomínio dos acidentes que, quando ocorrem, são rapidamente veiculados pela mídia.

Estudo publicado por Takala et al. (EU-OSHA WS on costs) assinala que, nos anos 2010 e 2011, ocorreram, em 28 países da União Europeia, cerca de 192.200 mortes relacionadas ao trabalho, sendo 4.700 acidentes e 187.500 doenças fatais, conforme mostra a Figura 1. Estes números mostram a proporção de um acidente mortal para cerca de 40 doenças do trabalho mortais, no período analisado.

Figura 1 - Acidentes e doenças do trabalho mortais na EU28 em 2010 e 2011
Figura 1 – Acidentes e doenças do trabalho mortais na EU28 em 2010 e 2011

No Brasil, o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho de 2015, publicado sob a responsabilidade compartilhada do Ministério da Fazenda, Secretaria de Previdência, Instituto Nacional do Seguro Social, Ministério do Trabalho e Emprego e Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social, registra a ocorrência de 97,4% de acidentes do trabalho, abrangendo típicos e trajeto, e de apenas 2.6% de doenças do trabalho, conforme mostra a Figura 2.

Segurança e Saúde no Trabalho e Economia Nacional

Tendo em vista que os ambientes e as condições de trabalho no Brasil não são melhores que na União Europeia, é provável a existência de um imenso iceberg de doenças do trabalho no país, resultante da falta de conhecimento, pesquisa, diagnóstico e notificação. As estatísticas brasileiras são compatíveis com o alerta da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) de que, nos países da América Latina, o número de doenças do trabalho notificadas corresponde a menos de 5% da realidade.

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