China X Índia: Batalha pelo domínio da eletrificação mundial

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China X Índia: Batalha pelo domínio da eletrificação mundial

Por: Aaron Stone
Tradução e adaptação: Pedro Nelson Belmiro

Que comecem as lutas! A China e a Índia anunciaram planos para proibir os veículos a gasolina e a diesel em seus países, à medida que a chegada dos veículos de novas energias (NEV) ganha cada vez mais impulso. A declaração de duas das chamadas “pontas de lança” da Ásia acompanha os compromissos já adotados em vários países europeus.

Em julho, o ministro francês da Ecologia, Nicolas Hulot, anunciou que a França cessaria as vendas de veículos a gasolina e diesel até 2040. Logo depois, a Grã-Bretanha divulgou o mesmo período de tempo como parte do novo plano de governo para um ar limpo. A Noruega publicou planos ainda mais impressionantes, confirmando que todos os novos carros de passageiros e furgões vendidos em 2025 deverão ser de emissão zero.

Enquanto a China e a Índia claramente não são as primeiras a anunciar mudanças tão incisivas, as duas nações mais populosas do mundo têm claramente projetos para se tornarem precursoras globais na eletrificação de veículos. Cumprir as obrigações como signatários do Acordo de Paris sobre o Clima é o motor principal dessas mudanças, embora o impacto devastador da poluição, em certas áreas de cada nação, permaneça de extrema importância.

China X Índia : Batalha pelo domínio da eletrificação mundial
China X Índia : Batalha pelo domínio da eletrificação mundial

A Índia, que abriga 1,3 bilhão de pessoas, é o quinto maior mercado de automóveis do mundo, com 21 milhões de veículos vendidos anualmente. O país sul-asiático tem planos para mudar inteiramente sua frota para veículos elétricos até 2030, sem dúvida, a mais nova e ambiciosa transformação de energia de qualquer país. O primeiro-ministro Narendra Modi está dirigindo uma revolução de energia renovável, com planos para implantar uma política nacional de veículos elétricos (EV) em dezembro, com o objetivo de estabelecer padrões, diretrizes e incentivos à utilização desses veículos.

Além dos benefícios ambientais óbvios, pois muitas das cidades da Índia estão entre as mais poluídas do mundo, o governo indiano destacou também benefícios econômicos substanciais dessa mudança. Cerca de 82% das necessidades de petróleo da Índia são atualmente importados. Um relatório conjunto produzido pela NITI Aayog e pelo Rock Mountain Institute sugeriu que, acelerando a adoção de alternativas ao uso de combustíveis fósseis, poderia reduzir sua conta de petróleo em até US$60 bilhões até 2030.

Batalha pelo domínio da eletrificação mundial

Até hoje, as tentativas da Índia de acelerar a adoção de veículos com novas energias têm sido, em grande parte, infrutíferas. Um esquema de 2015 intitulado “Adoção e fabricação mais rápida de veículos híbridos e elétricos” (FAME) não conseguiu produzir um impacto material, com a demanda na Índia continuando restrita. No período anual que terminou em 31 de março de 2016, apenas 22.000 unidades de veículos elétricos foram vendidas, das quais apenas 2.000 são de quatro rodas, de acordo com o grupo da indústria Sociedade dos Fabricantes de Veículos Elétricos (SMEV).

O objetivo de seis a sete milhões de vendas de carros elétricos e híbridos, estabelecido pelo Plano Nacional de Missão de Mobilidade Elétrica, parece ser uma longa estrada; no entanto, o governo indiano não está disposto a ficar parado e perder essa oportunidade gigantesca.

Se Modi é o visionário por trás de uma revolução de energia limpa, o Ministro dos Transportes da Índia, Nitin Gadkari, é seu executor. Falando para o grupo de lobby automotivo da Índia, o SIAM, no dia 7 de setembro, Gadkari disse que a Índia irá na direção dos combustíveis alternativos “quer queiram ou não”. Provavelmente dirigindo-se aos seus objetores, o ministro acrescentou: “ Eu não vou lhes perguntar. Eu vou atropelar se necessário. “

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Lubes em Foco 61