Duas plantas de rerrefino produzirão grupo II na África

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Duas plantas de rerrefino estão previstas para começar a operar no Egito e na Argélia em 2018, cada uma produzindo óleo lubrificante básico API Group II, de acordo com fontes da indústria. A Hitech Oils and Greases possui o projeto no Egito, e o Rebex Oil Group é o proprietário na Argélia. As plantas terão sua construção iniciadas até o final de 2017 e deverão estar prontas até o final do ano que vem,  com uma produção de mais de 30 mil toneladas cada planta.

“Como acreditamos que a África é o futuro e que existe um enorme potencial de crescimento no continente africano, estamos iniciando a Relubes, a planta do Grupo II no Egito, de modo que, quando a demanda para lubrificantes de alto desempenho aumentar, nós estaremos prontos para atendê-la”, disse Rami Al-Kinanny, gerente geral da Hitech Oils and Greases e promotor de Relubes.

A planta no Egito estará localizada em Ain Sokhna, uma cidade na margem ocidental do Golfo de Suez, no Mar Vermelho.

“Começaremos a construção dessa planta até o final de 2017. A planta deverá estar pronta até o final de 2018”, disse Al-Kinanny, que acrescentou que a nova refinaria terá uma capacidade de 3.000 toneladas por mês e ocupará uma área de 11.000 metros quadrados.

Ele observou que a planta de rerrefino poderia eventualmente fornecer o óleo básico do Grupo II ao Mercado Comum da África Oriental e do Sul (COMESA), uma área de comércio livre com 20 Estados membros. “A capacidade de produção pode ser aumentada, em uma fase posterior, se a demanda em todos os mercados da COMESA crescer a uma taxa mais rápida do que o previsto”, acrescentou.

De acordo com Al-Kinanny, a empresa pretende utilizar hidrotratamento ou extração por solvente em sua planta, finalizando essa escolha em junho de 2018. “É um mercado muito difícil, pois o óleo usado tem sido direcionado para a queima, como combustível, pelas empresas de cimento, aço e tijolos”, Ele apontou.

A re-refinaria Rebex será localizada na província de Argel, na costa do Mediterrâneo.

Embora o presidente do Grupo Rebex, Ahmed El Djarouf, tenha confirmado que a empresa está obtendo a licença de tecnologia de catalisadores de um provedor, ele se recusou a responder perguntas sobre isso. Ele disse que a usina usará hidroacabamento e talvez hidrotratamento.

Karim Ben Hassine, especialista em lubrificantes no norte da África, disse que a refinaria do grupo Rebex produzirá cerca de 30 mil toneladas métricas por ano. Ele disse que o Rebex Oil Group começou a coletar óleos usados ​​e agora tem um grande estoque para usar como matéria-prima para a produção do Grupo II. Hassine disse que o Rebex poderia atender a países do norte da África, como a Tunísia e Marrocos e alguns países da África Oriental.

Viabilidade das novas plantas de rerrefino dependerá do preço

Ele acrescentou que a viabilidade das novas plantas de rerrefino Rebex e Relube dependerá do preço e da disponibilidade, e as empresas precisarão persuadir os produtores locais a usarem os óleos básicos rerrefinados africanos ao invés de gastar dinheiro nas importações.

Mehrdad Vajedi, CEO da Global Oil FZE, observou que a coleta do óleo usado será um grande desafio, especialmente no Egito. “Se esse desafio for enfrentado, a idéia é excelente para um país com mais de 440 mil toneladas por ano de consumo de lubrificantes”, disse Vajedi. Além disso, ele acredita que a Relube poderá vender seus óleos básicos localmente e não ter que comercializá-los no COMESA.

“Por favor, lembrem-se também de que existem muitos produtores internacionais que não têm acesso a óleo básico de qualidade, então, acredito que haverá espaço suficiente no mercado local. Todo o volume acabará no Egito, com menos chance de exportação para o COMESA, no médio prazo, acrescentou Vajedi. A quantidade direcionada de produção de óleo básico rerrefinado será um fator-chave, disse ele.