Ociosidade bate recorde nas autopeças

Índice ficou próximo de 55%; emprego no setor acumula queda de quase 14%

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Autopeças

Os fabricantes de autopeças atingiram 54,2% de capacidade ociosa, o mais alto índice desde 2010, quando o atual critério de medição foi adotado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

O recorde foi batido em novembro do ano passado. No acumulado dos 11 meses, a capacidade ociosa cresceu 12,7 pontos porcentuais sobre o mesmo período de 2015. E o emprego nacional do setor registra 13,9% de retração.

No acumulado até novembro o Sindipeças acusou queda de 2,2% no faturamento líquido do setor no confronto com o mesmo período de 2015. A entidade ressalta que a queda no faturamento em base interanual exibe melhora a cada mês, embora o resultado total permaneça negativo.

As vendas para o mercado de reposição cresceram 2,2% ante os mesmos 11 meses de 2015 e continuam ajudando a amenizar a queda nos repasses às montadoras, que acumulam retração de 3,6%. As exportações recuaram 12,3%. Os negócios intrassetoriais tiveram alta expressiva de 23,2%, mas estes têm uma pequena parcela (cerca de 4%) no faturamento total do setor.